Dia da Floresta e do Clima: o verde que refresca o futuro da UFRJ

Celebrado em 7 de novembro, o Dia da Floresta e do Clima chama atenção para a importância da vegetação na regulação térmica do planeta e no equilíbrio ambiental das cidades. As florestas, sejam elas extensas áreas naturais ou pequenos fragmentos urbanos, desempenham papel fundamental na absorção de carbono, na manutenção da umidade do ar e na redução da temperatura. Em tempos de aquecimento global, o verde é uma das principais ferramentas de adaptação e mitigação climática.

No Rio de Janeiro, uma das capitais mais quentes do país, o aumento das ilhas de calor urbanas é um desafio crescente. Regiões densamente edificadas, com pouca arborização e grandes superfícies pavimentadas, chegam a registrar temperaturas até 7°C superiores às de áreas arborizadas. Na Cidade Universitária, a Prefeitura Universitária (PU) atua diretamente para enfrentar esse fenômeno, promovendo o manejo e a ampliação das áreas verdes do campus, o plantio de árvores e o cuidado contínuo com a cobertura vegetal.

Essas ações estão alinhadas ao Plano Diretor Ambiental Paisagístico da Cidade Universitária (PDAP, 2017), que estabelece diretrizes para a conservação da flora e o ordenamento ambiental da Ilha do Fundão. O plano define estratégias para a criação de corredores ecológicos, o sombreamento de vias, o plantio de espécies nativas e o aumento da permeabilidade do solo, reduzindo a temperatura local e melhorando o conforto térmico dos usuários. A Prefeitura Universitária coordena esses esforços, transformando o campus em um espaço modelo de urbanismo sustentável e resiliência climática.

Plantio de espécies nativas  – Praça dos Poetas  –  16/10/23 – COUA/PU

Ampliando essa pauta, o Plano Diretor da UFRJ (PD2030, 2023) e a Política de Sustentabilidade e Educação Regenerativa da UFRJ (SER/UFRJ, 2025) contêm diretrizes alinhadas com os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da ONU (ODS, 2017), que fortalecem a necessidade de integrar a sustentabilidade às dimensões acadêmica, administrativa e territorial da universidade. Esses instrumentos orientam a adoção de práticas de planejamento ecológico, gestão eficiente de recursos, mobilidade sustentável, redução de emissões e incentivo à pesquisa aplicada em soluções regenerativas. Ao consolidar políticas institucionais voltadas à transição climática e à valorização da biodiversidade, a UFRJ reafirma seu papel como referência nacional na construção de um campus mais verde, inclusivo e comprometido com o futuro do planeta.

A UFRJ, por sua vez, contribui com o debate global sobre clima e sustentabilidade através de sua produção científica e da participação em redes de pesquisa que dialogam diretamente com as discussões da COP30, conferência do clima da ONU que será sediada em Belém do Pará em novembro de 2025. Pesquisas em energia renovável, gestão urbana e mitigação das mudanças climáticas fazem parte do compromisso da universidade com as metas do Acordo de Paris e com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

As florestas e áreas verdes da Cidade Universitária cumprem funções que vão além da estética: elas filtram o ar, abrigam fauna, favorecem a drenagem das águas pluviais e proporcionam bem-estar. Manter e ampliar essas áreas é uma estratégia essencial diante dos efeitos do aquecimento global. Cada árvore plantada representa um investimento no futuro, um gesto concreto de ciência, gestão pública e responsabilidade ambiental.

Produção de mudas – Horto Universitário/PU

Prefeitura Universitária reforça compromisso com a conservação ambiental na Semana de Proteção à Fauna 2025

A Semana de Proteção à Fauna, comemorada de 6/10 a 10/10 , é um momento de reflexão e ação voltado à preservação da biodiversidade e ao reconhecimento do valor intrínseco de todas as formas de vida. A data, celebrada anualmente em outubro, reforça o compromisso coletivo com a conservação dos ecossistemas e com a convivência harmoniosa entre seres humanos e animais. No contexto universitário, essa pauta se traduz em práticas concretas de pesquisa, gestão ambiental e sensibilização comunitária.

A fauna exerce papel essencial no equilíbrio dos ecossistemas, garantindo a polinização, o controle biológico de pragas, a dispersão de sementes e a manutenção dos ciclos naturais. Nas cidades, os animais também desempenham funções ecológicas e educativas, aproximando a sociedade da natureza e revelando a importância dos espaços verdes como refúgios de vida. Na Cidade Universitária da UFRJ, essa coexistência é constantemente observada e estudada por servidores e pesquisadores, que vêm ampliando o conhecimento sobre as espécies que habitam o campus e suas relações com o ambiente urbano.

Gambá (Didelphis marsupialis) | Foto: Alfredo Heleno de Oliveira

Entre as espécies mais comuns registradas na Ilha do Fundão estão diversas aves, gambás, capivaras, além de répteis como o teiú, animal bastante conhecido pelos frequentadores do campus. O teiú é um lagarto de grande porte, típico de áreas abertas e bordas de mata, que desempenha papel ecológico importante como controlador de populações de pequenos animais e dispersor de sementes. Apesar de sua aparência imponente, é uma espécie geralmente dócil, que evita o contato com seres humanos e deve ser respeitada em seu habitat natural.

A Prefeitura Universitária, por meio da Agenda Ambiental (PU Ambiental), promove ações contínuas de preservação e monitoramento da biodiversidade local. Tais estudos oferecem subsídios importantes para o planejamento sustentável das áreas verdes e para o fortalecimento da política ambiental da UFRJ.

Teiú (Salvator merinae) | Foto: Alfredo Heleno de Oliveira

A proteção da fauna também se estende às ações cotidianas de manejo das áreas verdes, à recuperação de fragmentos vegetais e ao estímulo à convivência responsável com os animais silvestres e domésticos que circulam pelo campus. A Prefeitura Universitária atua para que os espaços da Cidade Universitária funcionem como ambientes seguros e equilibrados, onde a natureza e a atividade humana coexistam de forma harmônica.

As iniciativas descritas na Semana de Proteção à Fauna dialogam diretamente com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) propostos pela Organização das Nações Unidas (ONU), especialmente com o ODS 14 (Vida na Água) e o ODS 15 (Vida Terrestre), que tratam da conservação dos ecossistemas aquáticos e terrestres, e também com o ODS 13 (Ação Contra a Mudança Global do Clima), ao promover práticas que fortalecem a resiliência ambiental. Além disso, ao integrar ensino, pesquisa e extensão em prol da biodiversidade, a UFRJ contribui para o ODS 4 (Educação de Qualidade) e o ODS 11 (Cidades e Comunidades Sustentáveis), reforçando o papel das instituições de ensino superior como agentes estratégicos na construção de um futuro mais justo, sustentável e em harmonia com todas as formas de vida.

Marreca-toicinho (Anas bahamensis) | Foto: Alfredo Heleno de Oliveira

A Semana de Proteção à Fauna é, portanto, uma oportunidade de valorizar o papel das universidades na defesa da vida. Ao investir em pesquisa, educação ambiental e infraestrutura verde, a UFRJ reafirma seu compromisso com um desenvolvimento sustentável que reconhece a fauna como parte integrante do patrimônio natural e cultural da instituição. Proteger os animais é também proteger os ecossistemas e garantir um futuro mais equilibrado e ético para as próximas gerações.

Prefeitura Universitária compartilha registros da avifauna da Cidade Universitária no Dia Internacional das Aves

As aves ocupam lugar central nos ecossistemas e também no imaginário humano — símbolo de liberdade, diversidade e equilíbrio natural. O Dia Internacional das Aves, celebrado em 05/10, é uma data para reafirmar nosso compromisso com a conservação das espécies, dos habitats naturais e do meio ambiente urbano. No contexto universitário, esse compromisso ganha contornos concretos e essenciais.

A Cidade Universitária da UFRJ abriga uma rica avifauna. Essa constatação vem sendo registrada pelo gestor Ambiental Alfredo Heleno, servidor da UFRJ que, imbuído dessa vocação e atuação na Prefeitura Universitária, escolheu o assunto como tema da sua pesquisa. O trabalho baseia-se em investigações científicas, como a dissertação de mestrado do servidor Alfredo Heleno de Oliveira (Programa de Engenharia Ambiental, Escola Politécnica e Escola de Química, UFRJ), intitulada “A Avifauna na Cidade Universitária e os Impactos das Alterações Ambientais nas últimas Décadas”. Esse estudo retrata como alterações no uso do solo, expansão urbana, poluição e outras transformações ambientais têm afetado as populações de aves na Ilha do Fundão.

Martim-pescador-pequeno (Chloroceryle americana) | Foto: Alfredo Heleno de Oliveira
 

A partir desses diagnósticos, a Prefeitura Universitária desempenha papel importante em conservar espaços verdes e manter corredores ecológicos que favoreçam a presença e reprodução das aves. Isso inclui práticas de manejo das áreas verdes, identificação e proteção de habitats adequados, além da promoção de ações de sensibilização ambiental junto à comunidade acadêmica para preservar a riqueza ornitológica local. O bem-estar da avifauna é também indicador da saúde ambiental do campus.

Além disso, incentivar a pesquisa e o engajamento estudantil permite consolidar uma cultura de respeito à natureza. O vídeo produzido com base na dissertação mencionada, por exemplo, amplia a visibilidade desses estudos e possibilita que pessoas de diferentes formações conheçam as dinâmicas da avifauna local, reconhecendo os impactos ambientais e percebendo que cada escolha, desde o planejamento urbano até atitudes individuais, pode fazer diferença.

No Dia Internacional das Aves, a UFRJ reafirma seu compromisso institucional com a biodiversidade, com a ciência e com a educação ambiental. Preservar o canto das aves não é um gesto apenas estético: é ação concreta de qualidade de vida, sustentabilidade e responsabilidade ecológica para toda a comunidade universitária.

Cardeal-do-nordeste (Paroaria dominicana) | Foto: Alfredo Heleno de Oliveira

A preservação da avifauna local está diretamente alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, especialmente aos ODS 11 (Cidades e Comunidades Sustentáveis), 13 (Ação Contra a Mudança Global do Clima) e 15 (Vida Terrestre). As ações de monitoramento, proteção e manejo adequado das aves no campus contribuem para a proteção da biodiversidade e para a manutenção dos ecossistemas urbanos, promovendo um ambiente mais equilibrado e saudável. Além disso, ao integrar práticas de conservação à gestão universitária, a UFRJ reforça o papel das instituições públicas de ensino superior como agentes de sustentabilidade, educação ambiental e responsabilidade socioambiental, em consonância com a Agenda 2030.

Para saber mais sobre o estudo e assistir ao vídeo sobre a avifauna da Cidade Universitária, acesse o conteúdo completo disponível no portal da Prefeitura Universitária:
🎥 Vídeo – Avifauna na Cidade Universitária
📘 Dissertação – A Avifauna na Cidade Universitária e os Impactos das Alterações Ambientais nas últimas Décadas, de Alfredo Heleno de Oliveira.

12/10 – Dia do Mar – UFRJ e o Monitoramento da Baía de Guanabara

O Dia do Mar, celebrado em 12 de outubro, chama a atenção para a importância dos ecossistemas marinhos na manutenção da vida no planeta. Localizada em uma ilha banhada pela Baía de Guanabara, a UFRJ exerce papel central na produção de conhecimento científico e técnico voltado à conservação costeira e marinha, contribuindo para compreender, monitorar e propor soluções para os desafios ambientais que afetam a região.

A Baía de Guanabara é um dos principais cartões-postais do Rio de Janeiro, mas sua beleza contrasta com a degradação ambiental provocada pelo acúmulo de lixo, lançamento de esgoto sem tratamento e abandono de embarcações. Essas ações comprometem a qualidade da água, ameaçam a biodiversidade e impactam diretamente a Cidade Universitária, onde correntes marinhas e ventos transportam resíduos vindos de diferentes pontos da baía. Em dias de chuva, o problema se agrava com o aumento do volume de esgoto e detritos que chegam pelos rios e canais da região metropolitana.

Estudos realizados na Ilha do Fundão apontam variações significativas na qualidade da água, frequentemente comprometida por coliformes fecais e outros contaminantes. A monografia “Análise de Indicadores Microbiológicos de Contaminação Fecal nas Praias da Ilha do Fundão, Rio de Janeiro-RJ, de Laura Maia de Oliveira, desenvolvida no Instituto de Microbiologia Paulo de Góes (IMPG/UFRJ) sob orientação do Prof. Dr. Marco Antônio Lemos Miguel e coorientação de Agnes Maria Cupertino Fernandes Araujo, analisou 58 amostras coletadas entre 2021 e 2024. O trabalho constatou altos níveis de poluição fecal e presença de resíduos sólidos, reforçando a urgência de medidas de saneamento básico e monitoramento ambiental contínuo na Baía de Guanabara.

Grande parte dessa poluição é proveniente dos municípios da região metropolitana do Rio de Janeiro cujos corpos d’água desembocam na Baía de Guanabara, o que explica a chegada de resíduos às margens da Cidade Universitária mesmo quando sua origem está distante da Ilha do Fundão. Essa situação revela não apenas o impacto da poluição, mas também a ausência de infraestrutura de saneamento em várias áreas urbanas.

Poluição na Praia da Amendoeira (Fundos da EEFD) | Foto: COUA/PU

A poluição que atinge o campus é um alerta diário de que a recuperação da Baía de Guanabara é um desafio coletivo. Ao mesmo tempo em que sofre os impactos da degradação ambiental, a UFRJ atua como um espaço de conhecimento e inovação, contribuindo para a construção de soluções sustentáveis. A integração entre pesquisa científica, gestão ambiental e políticas públicas é essencial para que a baía deixe de simbolizar contraste e passe a representar um patrimônio natural, cultural e científico do estado do Rio de Janeiro.

Entre as iniciativas voltadas à recuperação e valorização da orla, destaca-se o Projeto Parque da Orla, concebido em 2055 pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) e pelo Escritório Técnico da UFRJ, e retomado no Plano Diretor UFRJ 2030. O projeto propõe a criação de um espaço de convivência, lazer e educação ambiental voltado para a Baía de Guanabara, integrando a comunidade universitária e o entorno. Ensaios laboratoriais já indicaram potencial de balneabilidade na área, desde que solucionados os problemas de lixo flutuante e tratamento de esgoto. A iniciativa tem relevância ambiental, social e econômica, beneficiando escolas locais, pescadores e empreendimentos da região, além de reforçar o vínculo sustentável entre o campus e o ambiente marinho.

Diversos grupos da UFRJ também realizam pesquisas interdisciplinares sobre a Baía de Guanabara, como estudos sobre microplásticos, vida marinha, transporte de resíduos e monitoramento da qualidade da água. Um exemplo é a rede de pesquisa “Tartarugas Cariocas”, que reúne cientistas da Fiocruz, UFRJ, UFF, FURG, e dos institutos Caminho Marinho e Mar Urbano, no acompanhamento da saúde das tartarugas marinhas. Os resultados indicam uma melhoria gradual na qualidade da água e na condição desses animais, sinalizando que as medidas de despoluição começam a gerar efeitos positivos, embora os desafios persistam, especialmente nas áreas da Baixada Fluminense, que ainda despejam grandes volumes de esgoto e resíduos sólidos na baía.

Outra iniciativa de destaque é o projeto Orla Sem Lixo Transforma, que desenvolve soluções de baixo custo para interceptação e reciclagem do lixo flutuante. O projeto propõe um modelo participativo e replicável, envolvendo a comunidade local na recuperação da orla, restauração ecológica e valorização da pesca artesanal, transformando o problema do lixo em oportunidade de sustentabilidade econômica e ambiental.

Recentemente, durante a ação organizada pela International Coastal Cleanup (ICC BRASIL), foram retiradas quase 6 toneladas de resíduos descartados que chegam do mar e, consequentemente, à orla do campus.

No dia a dia, durante a execução de serviços de manutenção das áreas verdes, os funcionários se deparam com grande quantidade de resíduos contaminados, inclusive perfurocortantes, que são trazidos pela maré a acabam ficando acumulados pela de praia e se espelhando pelas áreas gramadas do entorno. Na medida do possível, esse material é recolhido, principalmente quando atividades de campo são agendadas, visando mitigar riscos aos usuários, visto o grande risco que esses resíduos representam para o uso do Campus.

Ao investir em ensino, pesquisa, extensão e inovação voltadas aos ecossistemas costeiros, a UFRJ reafirma seu compromisso com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), especialmente o ODS 14 – Vida na Água. Essas ações reforçam a visão de que cuidar do mar é mais do que um compromisso acadêmico — é um dever social e um passo essencial para a construção de um futuro mais equilibrado entre a cidade e o oceano.

Projetos:

Circuito das Árvores Notáveis na Cidade Universitária celebra o Dia da Natureza – 04/10

O Dia da Natureza, celebrado em 4 de outubro, tem como objetivo sensibilizar a sociedade para a necessidade de proteger o meio ambiente e assegurar a manutenção da vida no planeta. A data foi escolhida em homenagem a São Francisco de Assis, uma das figuras mais emblemáticas da tradição católica, cuja trajetória é marcada pelo profundo respeito à natureza e pelo cuidado especial com os animais.

Esta data reforça a importância de promover ambientes urbanos sustentáveis, acessíveis e integrados à natureza. A UFRJ, por meio da Cidade Universitária da Ilha do Fundão, é um exemplo emblemático desse desafio: um campus de grande porte inserido em área metropolitana, cercado por ecossistemas de manguezais e áreas verdes estratégicas.

As áreas verdes desempenham funções ecológicas essenciais, como áreas de descanso das aves nativas e migratórias e nidificação, regulação microclimática, retenção de água da chuva e conectividade entre fragmentos de vegetação. Além disso, oferecem ambientes de convivência que impactam diretamente a qualidade de vida dos estudantes, professores e técnicos administrativos, por isso a gestão adequada desses espaços é fundamental não apenas para a conservação da biodiversidade, mas também para o bem-estar da comunidade acadêmica.

A Cidade Universitária, um dos maiores espaços acadêmicos da América Latina, foi construída a partir do aterro de oito ilhas entre 1949 e 1952 e hoje abriga um patrimônio ecológico de grande relevância, reunindo uma relevante diversidade de espécies arbóreas, desde ipês de variadas cores e frutíferas até exemplares nativos e exóticos como o pau-brasil e o baobá.

Ipê na Avenida Pedro Calmon,  Cidade Universitária – Foto: COUA/PU

Com o objetivo de valorizar e tornar acessível seu patrimônio natural, a Prefeitura Universitária (PU), desenvolveu o Caminho das Árvores Notáveis da Cidade Universitáriaa diversidade de espécies de variadas regiões. A iniciativa foi reconhecida com o Selo ODS Educação na UFRJ (edição 2023).

O Projeto mapeia e identifica árvores de destaque, seja por sua raridade, relevância cultural ou importância científica. Cada exemplar recebe uma placa com QR Code, permitindo ao visitante acessar informações detalhadas sobre suas características, origem e usos, promovendo um diálogo entre ciência, educação ambiental e cidadania.

Identificação de espécies com QR- Code | Foto: COUA/PU

O manejo das áreas verdes da Cidade Universitária exige planejamento integrado e soluções baseadas na natureza. A manutenção da arborização, o controle de espécies invasoras e a recuperação de áreas degradadas são ações técnicas fundamentais para fortalecer os serviços ecossistêmicos do campus. A utilização de espécies nativas, adaptadas ao clima e à ecologia local, aumenta a resiliência da vegetação e reduz custos de manutenção.

Nesse sentido, em alinhamento com as políticas públicas de sustentabilidade, que exigem cada vez mais a atenção para a cobertura verde os projetos de recuperação ambiental propostos pela PU, reconhecendo o campus como um dos maiores corredores ecológicos do Rio de Janeiro, vem recebendo mais apoio e a centralização de esforços para o direcionamento de recursos orçamentários para a viabilização das implantações. Essas iniciativas refletem o conceito de infraestrutura verde, que integra planejamento urbano e conservação ambiental. Assim, mais do que um recurso paisagístico, o Caminho das Árvores Notáveis funciona como um laboratório vivo, apoiando pesquisas em diversas áreas do conhecimento, promovendo educação para o desenvolvimento sustentável e fortalecendo a relação da comunidade acadêmica com o espaço onde estuda e trabalha.

Nesse contexto, a ação da PU está alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável: ODS 4 – Educação de Qualidade, ODS 9 – Indústria, Inovação e Infraestrutura, e ODS 15 – Vida Terrestre.

Pau-brasil próximo à Faculdade de Letras | Foto: COUA/PU

 Ao celebrar o Dia da Natureza, a UFRJ reafirma seu compromisso de construir um espaço acadêmico cientificamente inovador, ambientalmente sustentável e socialmente inclusivo. Iniciativas como o Caminho das Árvores Notáveis mostram que preservar e valorizar o patrimônio natural é também produzir conhecimento, formar cidadãos e consolidar a Cidade Universitária como referência em sustentabilidade urbana.

Para saber mais sobre a flora da Cidade Universitária, clique aqui e acesse o conteúdo completo disponível no portal da Prefeitura Universitária.

27 de Agosto – Dia Mundial da Limpeza Urbana

O Dia Mundial da Limpeza Urbana, celebrado em 27 de agosto, é uma data internacionalmente reconhecida e dedicada à conscientização sobre a importância de manter os espaços coletivos limpos e acolhedores. O movimento, que surgiu com a proposta de engajar voluntários e instituições em ações práticas de limpeza e de reflexão ambiental, vem crescendo ao redor do mundo e alcançando cada vez mais cidades e comunidades. Trata-se de um momento oportuno para lembrar que o cuidado com o espaço urbano é parte essencial de uma vida saudável, sustentável e inclusiva.

No âmbito da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a Prefeitura Universitária se soma a esta mobilização global promovendo uma ação especial de limpeza e manutenção nos pontos de ônibus da Cidade Universitária, localizada na Ilha do Fundão. A iniciativa tem como objetivo contribuir com melhorias na qualidade ambiental dos locais que recebem diariamente centenas de pessoas, entre estudantes, professores, técnicos-administrativos, prestadores de serviços e visitantes, reforçando o compromisso da Universidade com o bem-estar de sua comunidade.

Cuidado com espaços coletivos: uma responsabilidade compartilhada

Os pontos de ônibus, por sua função estratégica na mobilidade interna e externa do campus, são espaços de grande circulação e permanência de pessoas. Ao longo do tempo, sofrem os impactos da exposição ao clima, da poluição atmosférica, do acúmulo de resíduos e da falta de cuidado individual. Esses fatores não apenas comprometem a estética dos abrigos e do seu entorno imediato, pois provoca ao entupimento de bueiros, aumentando o risco de alagamentos e proliferação de vetores, mas também prejudicam a experiência de uso da comunidade universitária, que depende diariamente do transporte público para seus deslocamentos.

A limpeza e a manutenção desses locais, portanto, transcendem a dimensão da conservação física: representam um gesto de valorização do espaço público, de promoção da saúde coletiva e de fortalecimento da identidade comunitária da UFRJ. Nesse sentido, o Dia Mundial da Limpeza Urbana é uma oportunidade para lembrar que a preservação dos locais comuns exige tanto a atuação do poder público quanto a colaboração de cada pessoa que utiliza o campus.

Manter os abrigos limpos significa não apenas garantir mais conforto e segurança à comunidade, mas também reconhecer que a sustentabilidade é construída no cotidiano, por meio de atitudes simples. O descarte correto do lixo, a redução da geração de resíduos e o cuidado com os equipamentos públicos são exemplos de práticas que fazem diferença.

A UFRJ como espaço de exemplo e transformação

A Universidade Federal do Rio de Janeiro é reconhecida como a maior instituição federal de ensino superior do país e seu campus na Cidade Universitária se destaca pela amplitude territorial, pela diversidade de atividades acadêmicas e pela presença de equipamentos culturais, científicos e sociais de relevância nacional. Essa grandiosidade impõe também grandes desafios no que se refere à conservação ambiental e à gestão urbana.

Afinal, a manutenção da Cidade Universitária não pode ser responsabilidade exclusiva da Prefeitura da UFRJ. Precisamos da colaboração de todos que aqui circulam e o Dia Mundial da Limpeza Urbana é um chamado para que cada pessoa reconheça seu papel na preservação dos espaços que compartilhamos.

Educação ambiental: Um convite à participação ativa da comunidade

Para além da limpeza realizada pela equipe da Prefeitura Universitária, o verdadeiro impacto virá quando cada estudante, servidor ou visitante adotar como prática cotidiana o cuidado com os espaços que utiliza.

Ao descartar corretamente seu lixo, ao evitar o acúmulo de resíduos nos pontos de ônibus ou em qualquer outra área do campus, e ao valorizar o espaço público como extensão da própria vida comunitária, cada pessoa contribui para uma UFRJ mais limpa, organizada e saudável.

Compromisso permanente

As equipes de manutenção trabalham diariamente para que o campus ofereça condições adequadas de infraestrutura, mobilidade e qualidade ambiental, o que não é uma tarefa trivial devido à incapacidade operacional de atender satisfatoriamente às demandas.

A experiência demonstra que os resultados mais duradouros e significativos só podem ser alcançados por meio da responsabilidade compartilhada. Assim como em tantas outras áreas da vida universitária, o cuidado com o campus é fruto de um esforço coletivo, em que cada gesto conta.

Nesse sentido, ao se deparar com casos de vandalismo ou uso inadequado dos espaços da Cidade Universitária, entre em contato pelo WhatsApp da Prefeitura: (21) 99871-1621. Sua participação contribui na mitigação desses danos e na preservação do Campus, ajudando a torná-lo um lugar melhor para todos.

O prefeito da Universitária, Marcos Maldonado, falou sobre a importância da participação da comunidade acadêmica no cuidado do campus:

” Apesar das limitações orçamentárias, a Prefeitura vem trabalhando com empenho para resolver as questões de limpeza urbana na Cidade Universitária. O contingenciamento dos contratos de prestação de serviços na área de limpeza urbana e manutenção de áreas verdes é uma realidade e, diariamente, buscamos alternativas para viabilizar os serviços necessários para o cotidiano da Universidade. Precisamos unir forças para construir a UFRJ que desejamos. Portanto, solicitamos que a comunidade acadêmica faça a sua parte, evitando jogar lixo nas ruas e zelando pelo patrimônio público . Os desafios para gerir os campi universitários da UFRJ são muitos e a PU não poupará esforços para atender a comunidade acadêmica da melhor forma possível”.

Faça a sua parte e ajude a Prefeitura Universitária a cuidar dos nossos campi

Ação de limpeza da área de restauração ecológica reuniu voluntários com o apoio da Prefeitura Universitária e do CEPEL

Com o objetivo de contribuir com a biodiversidade, recuperar os ecossistemas locais e proporcionar um habitat seguro para diversas espécies de fauna e flora, no dia 14 de junho de 2025 , o Centro de Pesquisas de Energia Elétrica (CEPEL) realizou o plantio de 205 mudas de espécies nativas junto à faixa do manguezal, localizado nos fundos do seu terreno, no Campus, próximo à Rua Milton Santos. A ação, alinhada ao Plano Diretor da UFRJ (PD2030) e ao Plano Diretor Ambiental e Paisagístico da Cidade Universitária (PDAP), foi apoiada pela Prefeitura Universitária (PU).

 

Visando o desenvolvimento saudável das mudas e consequente preservação do manguezal, o CEPEL executa a manutenção contínua necessária no local. Além disso, na intenção de mitigar os impactos decorrentes do uso do campus, de forma a garantir um ambiente equilibrado e livre de passivos ambientais, a PU e o CEPEL buscam potencializar essa manutenção, em especial com relação aos resíduos urbanos. Nesse sentido, em referência ao mês dedicado à sensibilização da comunidade sobre a importância na preservação ambiental, a primeira ação foi a coleta de resíduos realizada no dia 14 de junho, com a participação de voluntários.

Volume de resíduos urbanos gerados no Campus chama atenção

Como resultado da ação, foram coletados 76 kg de resíduos. É sabido que as áreas de manguezal da Cidade Universitária são largamente impactadas pelo lixo flutuante proveniente da Baía de Guanabara. Todavia, é importante observar que, do total coletado na ação do dia 14 de junho, aproximadamente 50 Kg foram gerados em áreas verdes urbanas do Campus e não trazidos pela maré, denunciando o problema de educação ambiental relacionado ao descarte inadequado de resíduos pelos usuários da Cidade Universitária. Esse resíduo, constituído principalmente por sacolas plásticas, embalagens de biscoitos e de isopor, são agregados à massa vegetal durante os serviços de manutenção das áreas gramadas. Uma parcela dessa massa vegetal é encaminhada para o Horto Universitário, para aproveitamento no processo de compostagem, gerando composto para aplicação nas próprias áreas verdes do Campus, melhorando a qualidade do solo. Entretanto, a presença de resíduos na massa seca vegetal, acaba por comprometer o processo e, por conseguinte, a qualidade do composto gerado. Além disso, o descarte inadequado de resíduos contribui para o entupimento de bueiros e ocorrência de alagamentos e para a  proliferação de vetores devido ao acúmulo de água em embalagens.

Para mitigar esses impactos, a Prefeitura Universitária vem atuando na melhoria da infraestrutura, com a instalação de lixeiras nas áreas urbanas da Cidade Universitária, por exemplo, e na promoção da educação ambiental por meio de parcerias com Projetos e atividades que fomentem a participação comunitária na gestão ambiental. 

Prefeitura Universitária inicia instalação de lixeiras na Cidade Universitária

Com o objetivo de promover melhorias na qualidade ambiental dos Campi Cidade Universitária e Praia Vermelha, a Prefeitura Universitária da UFRJ iniciou a instalação de lixeiras urbanas em pontos estratégicos.

Neste primeiro momento, a ação contempla locais de maior circulação de pedestres, com a perspectiva de expansão gradual para demais áreas urbanas dos campi, de modo a ampliar a cobertura e a eficiência da gestão de resíduos sólidos.


A limpeza urbana em ambientes universitários representa um desafio constante. Para além da necessidade de manutenção regular dos equipamentos e de seu entorno, a efetividade desse serviço está diretamente vinculada ao engajamento da comunidade acadêmica e ao fortalecimento da consciência ambiental coletiva.

Em conformidade com os princípios da Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei nº 12.305/2010) — que estabelece a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos e a importância da gestão integrada de resíduos —, as novas lixeiras estão sendo identificadas com adesivos informativos, contendo identificação e telefone de contato.


Essa medida visa estimular a colaboração dos usuários na preservação do espaço público, possibilitando a comunicação de irregularidades, atos de vandalismo ou dúvidas sobre o serviço.

Adicionalmente, está em desenvolvimento um sistema mais robusto de coleta, no âmbito da qualificação do mobiliário urbano do campus, com foco na durabilidade, funcionalidade e padronização dos equipamentos. Até que esse novo modelo esteja disponível, a instalação atual visa suprir de forma estratégica as principais demandas, contribuindo para a limpeza, o ordenamento e o bem-estar nos espaços compartilhados da universidade.

O Prefeito da UFRJ, Marcos Maldonado, comemorou a iniciativa:

“Estávamos tentando adquirir as lixeiras há muito tempo, mas o processo de compra vinha sendo postergado devido às constantes restrições orçamentárias na Universidade. Seguimos trabalhando e insistindo na importância da instalação dos recipientes adequados para descarte de resíduos – não só para aprimorar a qualidade ambiental no campus, mas também para resguardar a saúde do nosso corpo social, já que o lixo jogado nas vias acaba servindo como local de proliferação para os vetores de doenças, como dengue, zika e chikungunya, além de atrair roedores e outros insetos. Os coletores estão sendo instalados e agora é necessário que a comunidade acadêmica faça sua parte, descartando o lixo nos locais adequados e preservando o patrimônio público.”

Dia do Oceano na Cidade Universitária

Ação do Projeto Mar Sem Lixo com apoio da Prefeitura Universitária promoverá limpeza e coleta de resíduos sólidos na orla da Ilha do Fundão, próximo ao Coppead, dia 08/06, às 9h30.

Trata-se uma iniciativa socioambiental idealizada pelo Projeto Mar Sem Lixo que visa à conscientização, mobilização e engajamento na proteção do ecossistema marinho da Baía de Guanabara e que prevê a realização de várias atividades simultâneas no próximo domingo na Cidade Universitária, tais como:

  •  Limpeza e coleta de resíduos sólidos na faixa de areia e costões;
  • Triagem e identificação dos resíduos coletados, com fins de registro e análise;
  • Atividades de educação ambiental, incluindo rodas de conversa e palestra;

A Prefeitura Universitária apoia a iniciativa e o prefeito, Marcos Maldonado, reitera seu compromisso em encorajar e promover ações e projetos que visem à sobrevivência e à restauração da Baía de Guanabara e à qualidade ambiental nos campi da UFRJ.

📝 Marque na sua agenda:

🗓️ Data: dia 08/06/2025 (domingo)
🕗 Horário: 09h30
📍Local: trecho da orla próximo ao Coppead e Cetem

O evento é gratuito e aberto a todos os interessados sem a necessidade de inscrição prévia.

Campanha Manguezal Limpo

O Centro de Pesquisas de Energia Elétrica (CEPEL) concluiu no dia 08 de fevereiro, o plantio de 205 mudas de espécies nativas junto à faixa do manguezal, localizado nos fundos do seu terreno, na Cidade Universitária. O objetivo é contribuir com a biodiversidade, recuperar os ecossistemas locais e proporcionar um habitat seguro para diversas espécies de fauna e flora. Agora, em parceria com a Prefeitura da UFRJ, iremos todos agir para garantir que esse espaço permaneça limpo e saudável para o desenvolvimento das mudas e preservação do manguezal.

Desta maneira, o CEPEL e a PU convidam todos os colaboradores, seus familiares e amigos, a participarem do mutirão de limpeza do manguezal, que acontecerá no dia 14 de junho (sábado)às 8h.

Trata-se de mais uma iniciativa do Prefeito da UFRJ, Marcos Maldonado, em firmar parcerias a fim de promover melhorias na qualidade ambiental na Cidade Universitária e aumentar o bem-estar da comunidade acadêmica.

Orientações para os voluntários

🌱O que usar:

  • Calçado fechado
  • Calça
  • Boné
  • Protetor Solar
  • Repelente

🌱O que levar:

  • Garrafinha de água (forneceremos água para abastecer as garrafinhas ao longo da ação).
  • Luva para recolher os resíduos.
  • Lanche para repor as energias.

📝 Marque na sua agenda:

🗓️ Data: dia 14/06/2025 (sábado)
🕗 Horário: 08h
📍Local: o ponto de encontro será no final da rua Maria Paulina de Souza ( antigo estacionamento dos roteiros)

🔗 Inscrição: Os interessados devem se inscrever através deste  link. O evento é gratuito e aberto a todos os interessados após inscrição prévia.

Vamos juntos garantir um manguezal limpo e preservado! 

Contamos com sua presença!