A Prefeitura Universitária informa que, em razão da suspensão das atividades didáticas nesta quarta-feira, 26/11, nos turnos da tarde e noite, no campus localizado na Ilha do Fundão – devido à operação policial realizada no entorno da Cidade Universitária – as linhas intercampi também serão suspensas, exceto a linha que sairá da Praia Vermelha às 15h30 com destino à Cidade Universitária e a linha que sairá da Cidade Universitária com destino à Praça XV às 16h15, trazendo às 17h15 os alunos que retornam dos cursos das unidades do Centro.
Torcedores do Clube de Regatas do Flamengo irão acompanhar o trajeto de ida dos jogadores e da comissão técnica à final da Taça Libertadores da América nesta quarta-feira, 26/11. O voo sairá às 17h do Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão) e a torcida irá se concentrar em dois pontos da Cidade: no Centro de Treinamento do clube (Ninho do Urubu), em Vargem Grande, e no Terminal do BRT Aroldo Melodia, no Fundão.
A prefeitura do Rio de Janeiro organizou um esquema especial de trânsito, a partir das 14h, com mudanças nos pontos onde haverá concentração da torcida, incluindo o fechamento total da Ponte Velha do Galeão e parte da Estrada do Galeão, na pista sentido Centro, entre a alça de acesso à Ponte Nova e a alça de acesso da Linha Vermelha (sentido Duque de Caxias).
Considerando o grande deslocamento de torcedores pela cidade e sua concentração no BRT Fundão, a Prefeitura Universitária solicita que a comunidade acadêmica tente evitar as regiões afetadas, buscando rotas alternativas para o seu deslocamento.
Paralisação provocará suspensão do abastecimento na Capital e em partes da Baixada, com possíveis reflexos na Cidade Universitária e outros campi da UFRJ
O Sistema Guandu passará por uma paralisação na próxima terça-feira , 25 de novembro, das 2h às 20h. Serão mais de 100 serviços que envolverão cerca de 500 profissionais para a instalação de novos equipamentos, limpeza de estruturas, inspeções de segurança e ações de manutenção.
Desta forma, a Prefeitura Universitária solicita que as unidades acadêmicas armazenem e planejem o consumo de água até a regularização do abastecimento, que ocorrerá de forma gradual após a conclusão dos serviços, com previsão de restabelecimento de 100% da produção do Sistema Guandu até as 2h do dia 26/11.
Sistema Guandu: Cedae faz manutenção anual no dia 25 de novembro
A Cedae vai realizar a manutenção anual do Sistema Guandu no dia 25 de novembro, das 2h às 20h. Para executar a ação, será necessário paralisar a operação da Estação de Tratamento de Água (ETA) Guandu e da Elevatória do Lameirão, interrompendo a produção de água para os municípios do Rio de Janeiro, Duque de Caxias, São João de Meriti, Nova Iguaçu, Mesquita, Nilópolis, Belford Roxo e Queimados.
A intervenção vai mobilizar mais de 500 profissionais da Companhia em cerca de 100 serviços, que incluem instalação de novos equipamentos, ajustes eletromecânicos, inspeções de segurança, revisão e substituição de peças, além da limpeza de estruturas que não podem ser acessadas durante a operação normal.
– Esse é o momento em que realizamos correções preventivas e reduzimos o risco de falhas que possam ocasionar paradas não programadas. Esses trabalhos são fundamentais para assegurar a regularidade da produção de água, principalmente durante o verão, quando o consumo aumenta – explica José Ricardo Brito, diretor de Saneamento e Grande Operação da Cedae.
O objetivo é garantir um sistema mais seguro, moderno e preparado para atender mais de 10 milhões de habitantes na Região Metropolitana do Rio.
A operação do Sistema Guandu será retomada de forma gradual após a conclusão dos serviços, com previsão de atingir 100% da capacidade de produção de água até as 2h do dia 26.
A Cedae orienta a população a armazenar água para o período, adiando tarefas não essenciais que demandem grande consumo. A distribuição de água nas localidades atendidas é de responsabilidade das concessionárias Águas do Rio, Iguá e Rio+Saneamento, de acordo com suas respectivas áreas de atuação.
A Prefeitura Universitária, através da Divisão de Transporte Público, informa que, no dia 21/11, sexta-feira, em razão do recesso pelo feriado do Dia da Consciência Negra, previsto no calendário acadêmico, os ônibus intercampi serão suspensos e os ônibus internos na Cidade Universitária circularão com intervalos maiores.
Cancela de acesso ao campus Praia Vermelha na Avenida Venceslau Brás
Na última segunda-feira, dia 10 de novembro, o campus Praia Vermelha recebeu a instalação de cancelas automáticas nos acessos das Rua Lauro Muller e Avenida Venceslau Brás.
Os equipamentos substituem os antigos, trazendo mais segurança ao corpo social e promovendo maior eficiência no controle de acesso de veículos ao campus, evitando congestionamentos e circulação de veículos não autorizados.
Instalação de cancelas automáticas no campus Praia Vermelha
O subprefeito da Praia Vermelha, André Maximiano, falou sobre a substituição:
“As antigas cancelas já estavam em uso há mais de dez anos e apresentavam falhas recorrentes, com custos crescentes de manutenção. A troca por equipamentos novos e mais modernos representa um avanço importante na segurança patrimonial, além de otimizar o fluxo de veículos, reduzindo filas e agilizando o acesso dos servidores, estudantes e visitantes autorizados”.
O novo sistema está funcionando plenamente e foi acompanhado pela equipe técnica da Subprefeitura da Praia Vermelha, que também será responsável pela manutenção preventiva e pelo monitoramento do uso cotidiano.
Cancelas novas já em funcionamento no campus Praia Vermelha
O prefeito universitário, Marcos Maldonado, também comentou sobre a iniciativa:
“A substituição das cancelas faz parte de um projeto de modernização da administração do campus, que busca promover mais organização, segurança, conforto e qualidade de vida para a comunidade acadêmica. Estamos atentos às demandas da comunidade e seguimos trabalhando firme para concretizar as melhorias que o campus precisa, apesar das restrições orçamentárias”.
Parque da Mata Atlântica Frei Vellozo (Catalão)| Foto: Alfredo Heleno
Celebrado em 7 de novembro, o Dia da Floresta e do Clima chama atenção para a importância da vegetação na regulação térmica do planeta e no equilíbrio ambiental das cidades. As florestas, sejam elas extensas áreas naturais ou pequenos fragmentos urbanos, desempenham papel fundamental na absorção de carbono, na manutenção da umidade do ar e na redução da temperatura. Em tempos de aquecimento global, o verde é uma das principais ferramentas de adaptação e mitigação climática.
No Rio de Janeiro, uma das capitais mais quentes do país, o aumento das ilhas de calor urbanas é um desafio crescente. Regiões densamente edificadas, com pouca arborização e grandes superfícies pavimentadas, chegam a registrar temperaturas até 7°C superiores às de áreas arborizadas. Na Cidade Universitária, a Prefeitura Universitária (PU) atua diretamente para enfrentar esse fenômeno, promovendo o manejo e a ampliação das áreas verdes do campus, o plantio de árvores e o cuidado contínuo com a cobertura vegetal.
Essas ações estão alinhadas ao Plano Diretor Ambiental Paisagístico da Cidade Universitária (PDAP, 2017), que estabelece diretrizes para a conservação da flora e o ordenamento ambiental da Ilha do Fundão. O plano define estratégias para a criação de corredores ecológicos, o sombreamento de vias, o plantio de espécies nativas e o aumento da permeabilidade do solo, reduzindo a temperatura local e melhorando o conforto térmico dos usuários. A Prefeitura Universitária coordena esses esforços, transformando o campus em um espaço modelo de urbanismo sustentável e resiliência climática.
Plantio de espécies nativas – Praça dos Poetas – 16/10/23 – COUA/PU
Ampliando essa pauta, o Plano Diretor da UFRJ (PD2030, 2023) e a Política de Sustentabilidade e Educação Regenerativa da UFRJ (SER/UFRJ, 2025) contêm diretrizes alinhadas com os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da ONU (ODS, 2017), que fortalecem a necessidade de integrar a sustentabilidade às dimensões acadêmica, administrativa e territorial da universidade. Esses instrumentos orientam a adoção de práticas de planejamento ecológico, gestão eficiente de recursos, mobilidade sustentável, redução de emissões e incentivo à pesquisa aplicada em soluções regenerativas. Ao consolidar políticas institucionais voltadas à transição climática e à valorização da biodiversidade, a UFRJ reafirma seu papel como referência nacional na construção de um campus mais verde, inclusivo e comprometido com o futuro do planeta.
A UFRJ, por sua vez, contribui com o debate global sobre clima e sustentabilidade através de sua produção científica e da participação em redes de pesquisa que dialogam diretamente com as discussões da COP30, conferência do clima da ONU que será sediada em Belém do Pará em novembro de 2025. Pesquisas em energia renovável, gestão urbana e mitigação das mudanças climáticas fazem parte do compromisso da universidade com as metas do Acordo de Paris e com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
As florestas e áreas verdes da Cidade Universitária cumprem funções que vão além da estética: elas filtram o ar, abrigam fauna, favorecem a drenagem das águas pluviais e proporcionam bem-estar. Manter e ampliar essas áreas é uma estratégia essencial diante dos efeitos do aquecimento global. Cada árvore plantada representa um investimento no futuro, um gesto concreto de ciência, gestão pública e responsabilidade ambiental.
A Prefeitura Universitária informa que a recuperação do asfalto na Cidade Universitária, fruto de parceria entre Prefeitura Universitária (PU), Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa em Engenharia (COPPE) e Centro de Pesquisas, Desenvolvimento e Inovação Leopoldo Américo Miguez de Mello (CENPES) , será reiniciada na próxima segunda-feira, 10 de novembro.
A primeira fase de pavimentação de trechos de asfalto degradado do campus com misturas asfálticas mais sustentáveis aconteceu em maio deste ano e, de acordo com o cronograma do projeto, os novos serviços estão previstos para ocorrer ao longo de todo o mês de novembro, abrangendo o trecho da esquina da Rua Milton Santos até a rotatória Samira Mesquita.
A pavimentação exigirá interdição parcial ao tráfego de trecho na pista de rolamento. Desta forma, a Prefeitura Universitária solicita que a comunidade acadêmica tente evitar as regiões afetadas, buscando rotas alternativas, nos dias de pavimentação das vias.
Capivara (Hydrochorus hydrochaeris) | Foto: Alfredo Heleno de Oliveira
A Semana de Proteção à Fauna, comemorada de 6/10 a 10/10 , é um momento de reflexão e ação voltado à preservação da biodiversidade e ao reconhecimento do valor intrínseco de todas as formas de vida. A data, celebrada anualmente em outubro, reforça o compromisso coletivo com a conservação dos ecossistemas e com a convivência harmoniosa entre seres humanos e animais. No contexto universitário, essa pauta se traduz em práticas concretas de pesquisa, gestão ambiental e sensibilização comunitária.
A fauna exerce papel essencial no equilíbrio dos ecossistemas, garantindo a polinização, o controle biológico de pragas, a dispersão de sementes e a manutenção dos ciclos naturais. Nas cidades, os animais também desempenham funções ecológicas e educativas, aproximando a sociedade da natureza e revelando a importância dos espaços verdes como refúgios de vida. Na Cidade Universitária da UFRJ, essa coexistência é constantemente observada e estudada por servidores e pesquisadores, que vêm ampliando o conhecimento sobre as espécies que habitam o campus e suas relações com o ambiente urbano.
Gambá (Didelphis marsupialis) | Foto: Alfredo Heleno de Oliveira
Entre as espécies mais comuns registradas na Ilha do Fundão estão diversas aves, gambás, capivaras, além de répteis como o teiú, animal bastante conhecido pelos frequentadores do campus. O teiú é um lagarto de grande porte, típico de áreas abertas e bordas de mata, que desempenha papel ecológico importante como controlador de populações de pequenos animais e dispersor de sementes. Apesar de sua aparência imponente, é uma espécie geralmente dócil, que evita o contato com seres humanos e deve ser respeitada em seu habitat natural.
A Prefeitura Universitária, por meio da Agenda Ambiental (PU Ambiental), promove ações contínuas de preservação e monitoramento da biodiversidade local. Tais estudos oferecem subsídios importantes para o planejamento sustentável das áreas verdes e para o fortalecimento da política ambiental da UFRJ.
Teiú (Salvator merinae) | Foto: Alfredo Heleno de Oliveira
A proteção da fauna também se estende às ações cotidianas de manejo das áreas verdes, à recuperação de fragmentos vegetais e ao estímulo à convivência responsável com os animais silvestres e domésticos que circulam pelo campus. A Prefeitura Universitária atua para que os espaços da Cidade Universitária funcionem como ambientes seguros e equilibrados, onde a natureza e a atividade humana coexistam de forma harmônica.
As iniciativas descritas na Semana de Proteção à Fauna dialogam diretamente com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) propostos pela Organização das Nações Unidas (ONU), especialmente com o ODS 14 (Vida na Água) e o ODS 15 (Vida Terrestre), que tratam da conservação dos ecossistemas aquáticos e terrestres, e também com o ODS 13 (Ação Contra a Mudança Global do Clima), ao promover práticas que fortalecem a resiliência ambiental. Além disso, ao integrar ensino, pesquisa e extensão em prol da biodiversidade, a UFRJ contribui para o ODS 4 (Educação de Qualidade) e o ODS 11 (Cidades e Comunidades Sustentáveis), reforçando o papel das instituições de ensino superior como agentes estratégicos na construção de um futuro mais justo, sustentável e em harmonia com todas as formas de vida.
Marreca-toicinho (Anas bahamensis) | Foto: Alfredo Heleno de Oliveira
A Semana de Proteção à Fauna é, portanto, uma oportunidade de valorizar o papel das universidades na defesa da vida. Ao investir em pesquisa, educação ambiental e infraestrutura verde, a UFRJ reafirma seu compromisso com um desenvolvimento sustentável que reconhece a fauna como parte integrante do patrimônio natural e cultural da instituição. Proteger os animais é também proteger os ecossistemas e garantir um futuro mais equilibrado e ético para as próximas gerações.
Figuinha-do-mangue (Conirostrum bicolor) | Foto: Alfredo Heleno de Oliveira
As aves ocupam lugar central nos ecossistemas e também no imaginário humano — símbolo de liberdade, diversidade e equilíbrio natural. O Dia Internacional das Aves, celebrado em 05/10, é uma data para reafirmar nosso compromisso com a conservação das espécies, dos habitats naturais e do meio ambiente urbano. No contexto universitário, esse compromisso ganha contornos concretos e essenciais.
A Cidade Universitária da UFRJ abriga uma rica avifauna. Essa constatação vem sendo registrada pelo gestor Ambiental Alfredo Heleno, servidor da UFRJ que, imbuído dessa vocação e atuação na Prefeitura Universitária, escolheu o assunto como tema da sua pesquisa. O trabalho baseia-se em investigações científicas, como a dissertação de mestrado do servidor Alfredo Heleno de Oliveira (Programa de Engenharia Ambiental, Escola Politécnica e Escola de Química, UFRJ), intitulada “A Avifauna na Cidade Universitária e os Impactos das Alterações Ambientais nas últimas Décadas”. Esse estudo retrata como alterações no uso do solo, expansão urbana, poluição e outras transformações ambientais têm afetado as populações de aves na Ilha do Fundão.
Martim-pescador-pequeno (Chloroceryle americana) | Foto: Alfredo Heleno de Oliveira
A partir desses diagnósticos, a Prefeitura Universitária desempenha papel importante em conservar espaços verdes e manter corredores ecológicos que favoreçam a presença e reprodução das aves. Isso inclui práticas de manejo das áreas verdes, identificação e proteção de habitats adequados, além da promoção de ações de sensibilização ambiental junto à comunidade acadêmica para preservar a riqueza ornitológica local. O bem-estar da avifauna é também indicador da saúde ambiental do campus.
Além disso, incentivar a pesquisa e o engajamento estudantil permite consolidar uma cultura de respeito à natureza. O vídeo produzido com base na dissertação mencionada, por exemplo, amplia a visibilidade desses estudos e possibilita que pessoas de diferentes formações conheçam as dinâmicas da avifauna local, reconhecendo os impactos ambientais e percebendo que cada escolha, desde o planejamento urbano até atitudes individuais, pode fazer diferença.
No Dia Internacional das Aves, a UFRJ reafirma seu compromisso institucional com a biodiversidade, com a ciência e com a educação ambiental. Preservar o canto das aves não é um gesto apenas estético: é ação concreta de qualidade de vida, sustentabilidade e responsabilidade ecológica para toda a comunidade universitária.
Cardeal-do-nordeste (Paroaria dominicana) | Foto: Alfredo Heleno de Oliveira
A preservação da avifauna local está diretamente alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, especialmente aos ODS 11 (Cidades e Comunidades Sustentáveis), 13 (Ação Contra a Mudança Global do Clima) e 15 (Vida Terrestre). As ações de monitoramento, proteção e manejo adequado das aves no campus contribuem para a proteção da biodiversidade e para a manutenção dos ecossistemas urbanos, promovendo um ambiente mais equilibrado e saudável. Além disso, ao integrar práticas de conservação à gestão universitária, a UFRJ reforça o papel das instituições públicas de ensino superior como agentes de sustentabilidade, educação ambiental e responsabilidade socioambiental, em consonância com a Agenda 2030.
Resíduos descartados na Baia de Guanabara e trazidos para a orla (Fundos da EEFD) | Foto: COUA/PU
O Dia do Mar, celebrado em 12 de outubro, chama a atenção para a importância dos ecossistemas marinhos na manutenção da vida no planeta. Localizada em uma ilha banhada pela Baía de Guanabara, a UFRJ exerce papel central na produção de conhecimento científico e técnico voltado à conservação costeira e marinha, contribuindo para compreender, monitorar e propor soluções para os desafios ambientais que afetam a região.
A Baía de Guanabara é um dos principais cartões-postais do Rio de Janeiro, mas sua beleza contrasta com a degradação ambiental provocada pelo acúmulo de lixo, lançamento de esgoto sem tratamento e abandono de embarcações. Essas ações comprometem a qualidade da água, ameaçam a biodiversidade e impactam diretamente a Cidade Universitária, onde correntes marinhas e ventos transportam resíduos vindos de diferentes pontos da baía. Em dias de chuva, o problema se agrava com o aumento do volume de esgoto e detritos que chegam pelos rios e canais da região metropolitana.
Estudos realizados na Ilha do Fundão apontam variações significativas na qualidade da água, frequentemente comprometida por coliformes fecais e outros contaminantes. A monografia “Análise de Indicadores Microbiológicos de Contaminação Fecal nas Praias da Ilha do Fundão, Rio de Janeiro-RJ”, de Laura Maia de Oliveira, desenvolvida no Instituto de Microbiologia Paulo de Góes (IMPG/UFRJ) sob orientação do Prof. Dr. Marco Antônio Lemos Miguel e coorientação de Agnes Maria Cupertino Fernandes Araujo, analisou 58 amostras coletadas entre 2021 e 2024. O trabalho constatou altos níveis de poluição fecal e presença de resíduos sólidos, reforçando a urgência de medidas de saneamento básico e monitoramento ambiental contínuo na Baía de Guanabara.
Grande parte dessa poluição é proveniente dos municípios da região metropolitana do Rio de Janeiro cujos corpos d’água desembocam na Baía de Guanabara, o que explica a chegada de resíduos às margens da Cidade Universitária mesmo quando sua origem está distante da Ilha do Fundão. Essa situação revela não apenas o impacto da poluição, mas também a ausência de infraestrutura de saneamento em várias áreas urbanas.
Poluição na Praia da Amendoeira (Fundos da EEFD) | Foto: COUA/PU
A poluição que atinge o campus é um alerta diário de que a recuperação da Baía de Guanabara é um desafio coletivo. Ao mesmo tempo em que sofre os impactos da degradação ambiental, a UFRJ atua como um espaço de conhecimento e inovação, contribuindo para a construção de soluções sustentáveis. A integração entre pesquisa científica, gestão ambiental e políticas públicas é essencial para que a baía deixe de simbolizar contraste e passe a representar um patrimônio natural, cultural e científico do estado do Rio de Janeiro.
Entre as iniciativas voltadas à recuperação e valorização da orla, destaca-se o Projeto Parque da Orla, concebido em 2055 pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) e pelo Escritório Técnico da UFRJ, e retomado no Plano Diretor UFRJ 2030. O projeto propõe a criação de um espaço de convivência, lazer e educação ambiental voltado para a Baía de Guanabara, integrando a comunidade universitária e o entorno. Ensaios laboratoriais já indicaram potencial de balneabilidade na área, desde que solucionados os problemas de lixo flutuante e tratamento de esgoto. A iniciativa tem relevância ambiental, social e econômica, beneficiando escolas locais, pescadores e empreendimentos da região, além de reforçar o vínculo sustentável entre o campus e o ambiente marinho.
Diversos grupos da UFRJ também realizam pesquisas interdisciplinares sobre a Baía de Guanabara, como estudos sobre microplásticos, vida marinha, transporte de resíduos e monitoramento da qualidade da água. Um exemplo é a rede de pesquisa “Tartarugas Cariocas”, que reúne cientistas da Fiocruz, UFRJ, UFF, FURG, e dos institutos Caminho Marinho e Mar Urbano, no acompanhamento da saúde das tartarugas marinhas. Os resultados indicam uma melhoria gradual na qualidade da água e na condição desses animais, sinalizando que as medidas de despoluição começam a gerar efeitos positivos, embora os desafios persistam, especialmente nas áreas da Baixada Fluminense, que ainda despejam grandes volumes de esgoto e resíduos sólidos na baía.
Outra iniciativa de destaque é o projeto Orla Sem Lixo Transforma, que desenvolve soluções de baixo custo para interceptação e reciclagem do lixo flutuante. O projeto propõe um modelo participativo e replicável, envolvendo a comunidade local na recuperação da orla, restauração ecológica e valorização da pesca artesanal, transformando o problema do lixo em oportunidade de sustentabilidade econômica e ambiental.
Recentemente, durante a ação organizada pela International Coastal Cleanup (ICC BRASIL), foram retiradas quase 6 toneladas de resíduos descartados que chegam do mar e, consequentemente, à orla do campus.
No dia a dia, durante a execução de serviços de manutenção das áreas verdes, os funcionários se deparam com grande quantidade de resíduos contaminados, inclusive perfurocortantes, que são trazidos pela maré a acabam ficando acumulados pela de praia e se espelhando pelas áreas gramadas do entorno. Na medida do possível, esse material é recolhido, principalmente quando atividades de campo são agendadas, visando mitigar riscos aos usuários, visto o grande risco que esses resíduos representam para o uso do Campus.
Ao investir em ensino, pesquisa, extensão e inovação voltadas aos ecossistemas costeiros, a UFRJ reafirma seu compromisso com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), especialmente o ODS 14 – Vida na Água. Essas ações reforçam a visão de que cuidar do mar é mais do que um compromisso acadêmico — é um dever social e um passo essencial para a construção de um futuro mais equilibrado entre a cidade e o oceano.