Comemorado no Brasil no dia 3 de outubro, o Dia Nacional da Abelha celebra a importância ecológica e econômica desses animais, responsáveis pela polinização de várias espécies de vegetais, influenciando diretamente a sustentabilidade, a produção agrícola e a alimentação da humanidade. A data comemorativa foi criada justamente para conscientizar a sociedade sobre a urgência na conservação desses polinizadores e de seus habitats naturais. Na Prefeitura da UFRJ, o Horto Universitário recebe o Projeto “Meliponários Urbanos”, que pesquisa, educa ambientalmente e preserva as espécies nativas de abelhas no Fundão.
HORTO UNIVERSITÁRIO DA PU E PROJETO MELIPONÁRIOS URBANOS
INVESTIGAÇÃO DO POTENCIAL DOS PRODUTOS DE ABELHA SEM FERRÃO NO LITORAL DO RIO DE JANEIRO

“Meliponários Urbanos” é um projeto de extensão do Instituto de Pesquisas de Produtos Naturais (IPPN) da Universidade Federal do Rio de Janeiro. O projeto tem como objetivo geral construir meliponários em espaços urbanos do litoral do Rio de Janeiro para realizar pesquisas, promover a educação ambiental, avaliar o potencial gastronômico e farmacêutico dos produtos de abelhas e preservar espécies nativas sem ferrão. O público-alvo inclui funcionários de hortos, bosques e parques, pequenos agricultores, estudantes e moradores das regiões beneficiadas pelas oficinas e atividades.
O primeiro local de implantação do projeto foi no Horto Universitário da Universidade Federal do Rio de Janeiro em 2019 e continua em atividade. Esse ponto inicial foi fundamental para o compartilhamento do conhecimento da meliponicultura racional. No campus UFRJ Fundão já foram identificadas algumas espécies, como jataí (Tetragonisca angustula), mirim (Plebeia droryana) e iraí (Nannotrigona testaceicornis). Isso demonstra a necessidade de se falar mais sobre essas abelhas nativas.
Embora a abelha com ferrão (como a europeia e a africanizada, Apis mellifera) seja a mais lembrada pelo público geral, o Brasil possui uma enorme biodiversidade de abelhas nativas. Existem centenas de espécies de abelhas sem ferrão no país, que não oferecem perigo às pessoas, pois possuem o ferrão atrofiado. Por serem seguras e mansas, qualquer pessoa pode criá-las em casa, no quintal ou até mesmo na varanda de apartamentos – uma prática acessível e sustentável conhecida como meliponicultura urbana. Além do seu papel ambiental inestimável, elas são fontes valiosas de produtos como mel e própolis. Os produtos derivados dessas abelhas nativas apresentam diversas propriedades benéficas à saúde, destacando-se pela rica composição em substâncias antioxidantes e antimicrobianas.
A equipe é coordenada pelo docente Fernando Cotinguiba (químico, IPPN/UFRJ) e composta por Leonardo Melo de Lima (químico, meliponicultor), Jhonathan Lima (designer, meliponicultor), Igor Alencar (farmacêutico, doutorando em Ciências, IPPN/UFRJ), Marlon Amorim (bacharel em Gastronomia, doutorando em Ciências, IPPN/UFRJ), Lucas Gerbatim (graduando em Ciências Biológicas/UFRJ), Júlia Salvado (graduanda em Ciências Biológicas/UFRJ) e Nathália Rodrigues da Silva (graduanda em Farmácia/UFRJ).
Confira o link do projeto







