























Comemorado no Brasil no dia 3 de outubro, o Dia Nacional da Abelha celebra a importância ecológica e econômica desses animais, responsáveis pela polinização de várias espécies de vegetais, influenciando diretamente a sustentabilidade, a produção agrícola e a alimentação da humanidade. A data comemorativa foi criada justamente para conscientizar a sociedade sobre a urgência na conservação desses polinizadores e de seus habitats naturais. Na Prefeitura da UFRJ, o Horto Universitário recebe o Projeto “Meliponários Urbanos”, que pesquisa, educa ambientalmente e preserva as espécies nativas de abelhas no Fundão.
Por Fernando Cotinguiba – professor adjunto no Instituto de Pesquisas de Produtos Naturais Walter Mors / UFRJ

“Meliponários Urbanos” é um projeto de extensão do Instituto de Pesquisas de Produtos Naturais (IPPN) da Universidade Federal do Rio de Janeiro. O projeto tem como objetivo geral construir meliponários em espaços urbanos do litoral do Rio de Janeiro para realizar pesquisas, promover a educação ambiental, avaliar o potencial gastronômico e farmacêutico dos produtos de abelhas e preservar espécies nativas sem ferrão. O público-alvo inclui funcionários de hortos, bosques e parques, pequenos agricultores, estudantes e moradores das regiões beneficiadas pelas oficinas e atividades.
O primeiro local de implantação do projeto foi no Horto Universitário da Universidade Federal do Rio de Janeiro em 2019 e continua em atividade. Esse ponto inicial foi fundamental para o compartilhamento do conhecimento da meliponicultura racional. No campus UFRJ Fundão já foram identificadas algumas espécies, como jataí (Tetragonisca angustula), mirim (Plebeia droryana) e iraí (Nannotrigona testaceicornis). Isso demonstra a necessidade de se falar mais sobre essas abelhas nativas.
Embora a abelha com ferrão (como a europeia e a africanizada, Apis mellifera) seja a mais lembrada pelo público geral, o Brasil possui uma enorme biodiversidade de abelhas nativas. Existem centenas de espécies de abelhas sem ferrão no país, que não oferecem perigo às pessoas, pois possuem o ferrão atrofiado. Por serem seguras e mansas, qualquer pessoa pode criá-las em casa, no quintal ou até mesmo na varanda de apartamentos – uma prática acessível e sustentável conhecida como meliponicultura urbana. Além do seu papel ambiental inestimável, elas são fontes valiosas de produtos como mel e própolis. Os produtos derivados dessas abelhas nativas apresentam diversas propriedades benéficas à saúde, destacando-se pela rica composição em substâncias antioxidantes e antimicrobianas.
A equipe é coordenada pelo docente Fernando Cotinguiba (químico, IPPN/UFRJ) e composta por Leonardo Melo de Lima (químico, meliponicultor), Jhonathan Lima (designer, meliponicultor), Igor Alencar (farmacêutico, doutorando em Ciências, IPPN/UFRJ), Marlon Amorim (bacharel em Gastronomia, doutorando em Ciências, IPPN/UFRJ), Lucas Gerbatim (graduando em Ciências Biológicas/UFRJ), Júlia Salvado (graduanda em Ciências Biológicas/UFRJ) e Nathália Rodrigues da Silva (graduanda em Farmácia/UFRJ).
Confira o link do projeto



































A Prefeitura Universitária (PU) realizará a oficina “Conhecendo o RSC-TAE – Fundamentos e Caminhos para Solicitação”, destinada aos servidores técnico-administrativos em educação na unidade interessados em solicitar o Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC-TAE). A iniciativa integra o Programa de Orientação para o RSC-TAE da Seção de Ações de Educação e Extensão da PU ( Núcleo de Educação) e tem como objetivo apresentar os fundamentos do reconhecimento, dirimir dúvidas iniciais e orientar os participantes sobre os critérios, documentos e procedimentos necessários para a elaboração da solicitação.
A oficina terá como foco a organização da documentação comprobatória, a identificação das evidências relacionadas à trajetória profissional e a instrução adequada do processo, considerando os critérios estabelecidos na legislação vigente. A proposta busca auxiliar cada participante a reconhecer e organizar as experiências, conhecimentos e competências construídos ao longo de sua trajetória profissional.
As atividades serão realizadas presencialmente no Núcleo de Educação da Prefeitura Universitária, a partir de 22 de setembro de 2026, sempre às terças-feiras e quintas-feiras, em seis encontros. A programação ocorrerá das 10h às 12h e das 13h às 14h20, contemplando momentos de orientação coletiva, troca de experiências e acompanhamento individualizado.
As inscrições serão realizadas presencialmente no primeiro dia do encontro (22/09), às 10h, excepcionalmente, no auditório do Horto Universitário.
📅 PERÍODO: 22 de setembro de 2026 a 08 de outubro
📆 ENCONTROS: terças-feiras e quintas-feiras
🔢 DURAÇÃO: 3 semanas
⏰ HORÁRIOS: das 10h às 12h e das 13h às 14h20
📍 LOCAL: Seção de Ações de Educação e Extensão da Prefeitura Universitária ( Núcleo de Educação)















A Prefeitura Universitária (PU) informa que, na tarde desta sexta-feira (11/09/2026), foi identificado um vazamento na Avenida Pedro Calmon. Para a realização do reparo, a concessionária Águas do Rio realizará o fechamento do registro de água da Avenida Horácio Macedo.
O fechamento está previsto para ocorrer a partir das 16h, após a chegada da equipe responsável pelo serviço. Com a interrupção, o abastecimento de água poderá ser afetado na Avenida Horácio Macedo e na Avenida Pedro Calmon, incluindo as áreas localizadas entre a Prefeitura Universitária e a Reitoria, no sentido da Vila Residencial.
Poderão ser afetadas unidades como o Centro de Tecnologia (CT), a Faculdade de Letras e outras áreas próximas.
A previsão inicial é de que o serviço de reparo tenha duração aproximada de três horas, podendo esse período sofrer alterações em função das condições encontradas durante a execução do serviço.
A Prefeitura Universitária solicita a compreensão da comunidade universitária e orienta que sejam adotadas medidas preventivas para minimizar os impactos decorrentes da interrupção do abastecimento.
Novas informações serão divulgadas pela Prefeitura Universitária tão logo haja atualização sobre a situação e a normalização do abastecimento.
Prefeitura Universitária – UFRJ

















Reportagem oficial da UFRJ aqui.
O Conselho Universitário (Consuni) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) aprovou, em sessão ordinária híbrida realizada na quinta-feira, 27/8, a criação da Medalha Minerva do Mérito Administrativo e Espírito Público. A honraria é destinada a reconhecer servidores, tanto docentes quanto técnico-administrativos em Educação (TAEs), que se destaquem na gestão universitária e em ações de excepcional espírito público. A reunião do Conselho aconteceu na Sala de Sessões do Consuni, no edifício Jorge Machado Moreira (JMM), na Cidade Universitária.
A proposta, idealizada pela Pró-Reitoria de Pessoal (PR-4), busca corrigir uma lacuna histórica de reconhecimento na UFRJ. Até então, as homenagens institucionais ao corpo técnico limitavam-se a servidores aposentados, como o título de Técnico Emérito, ou medalhas por tempo de serviço. A nova honraria permite a valorização em vida funcional ativa.
Durante discussão na reunião do Conselho, o superintendente-geral de Pessoal da UFRJ, Rafael Pereira, defendeu a instituição da honraria como marco regulatório necessário para valorizar a atuação prática cotidiana daqueles que conduzem a gestão universitária. Ele apontou que, historicamente, o corpo técnico enfrentava um cenário de invisibilidade funcional, uma vez que as homenagens existentes exigiam a aposentadoria ou dependiam de critérios puramente acadêmicos, os quais raramente contemplam a complexidade do trabalho de apoio administrativo.

“A medalha reconhece uma dimensão do trabalho, tanto dos técnicos quanto dos docentes, que é essencial para o funcionamento da Universidade, para a garantia do ensino, pesquisa e extensão, mas que em geral é invisibilizada, que é a dimensão administrativa. A medalha carrega a simbologia daquilo que é a Universidade do futuro: uma universidade que não tem diferenciação entre técnicos e docentes, entre estudantes, onde todo mundo tem a mesma importância”, destacou Rafael.
Para o reitor da UFRJ, Roberto Medronho, a grande missão de todos que exercem o serviço público dentro da instituição é atuar com competência, ética e compromisso. Existe um trabalho essencial que muitas vezes não aparece: a dedicação diária de quem cuida da nossa administração.
“A criação da medalha nasce para celebrar justamente essa força. Ela é o nosso reconhecimento aos servidores que fazem essa engrenagem funcionar e que demonstram compromisso público em todos os momentos. Aprovar a criação da Medalha Minerva de Mérito Administrativo é mais um diferencial da UFRJ”, concluiu o reitor.
Já para a pró-reitora de Pessoal da UFRJ, Neuza Luzia Pinto, a honraria carrega um simbolismo ainda mais expressivo para o corpo de TAEs ao celebrar a dedicação, competência e o compromisso que eles oferecem diariamente ao serviço público.
“A criação da Medalha de Mérito Administrativo e Espírito Público representa o reconhecimento do valor de um trabalho cotidiano, essencial e indispensável para o funcionamento da Universidade. Para os técnicos-administrativos em Educação, essa homenagem tem um simbolismo ainda maior. Ela reafirma a importância de uma categoria que sustenta a vida universitária e representa mais um passo no processo de retirar esses profissionais da invisibilidade, valorizando sua dedicação, competência e compromisso com o serviço público”, afirmou Neuza
Ainda durante a sessão ordinária híbrida realizada no dia 27/8, o Consuni aprovou a cassação do título de Doutor Honoris Causa concedido ao ditador português António de Oliveira Salazar em 5 de agosto de 1941. O processo concluiu que a manutenção da homenagem é incompatível com os valores constitucionais e democráticos da UFRJ. A decisão de descontinuidade dos efeitos honoríficos foi aprovada por maioria, mantendo-se preservados os arquivos históricos originais da concessão para fins de memória institucional.









