Revista Minerva abre portas da produção científica para o público

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A Casa da Ciência da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), localizada no bairro de Botafogo, sediou nesta quarta-feira, 5/11, a cerimônia de lançamento da revista Minerva, publicação dedicada a divulgar as pesquisas, a produção intelectual e o pensamento científico da instituição. A iniciativa compõe um projeto da UFRJ que cria um ecossistema integrado de divulgação científica e cultural, e busca aproximar a Universidade da sociedade e transformar o conhecimento em diálogo, inspiração e esperança. A revista terá periodicidade bimestral. 

Coordenado pela Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa (PR-2), o Projeto Minerva consistirá em uma publicação impressa, com uma tiragem de 2,5 mil exemplares, uma versão digital e a versão infantil: Minervinha. Além disso, contará também com um portal, um banco de fontes de pesquisadores da UFRJ, um podcast, redes sociais integradas, programas de formação em comunicação científica e um sistema de monitoramento da imagem institucional. Cerca de 100 pessoas, entre professores, pesquisadores, alunos e servidores, lotaram o auditório da Casa da Ciência para prestigiar o lançamento da Minerva. 

“Nosso objetivo é divulgar ciência para todos. Para nós mesmos, para que a gente se conheça melhor, mas também prestar contas à sociedade. Ela mostra um pouco do que é produzido na UFRJ, mas também o poder, a pujança, a grandiosidade e o potencial que ela tem. Mostra o trabalho de cada servidor, técnico administrativo em educação, docentes e dos nossos alunos, que são fantásticos”, disse o reitor, Roberto Medronho. 

Uma apresentação do coral Brasil Ensemble, da UFRJ, abriu a cerimônia. Em seguida, o pró-reitor de Pós-Graduação e Pesquisa, João Neto, contou aos presentes detalhes de como a ideia da criação da revista surgiu na instituição. “Foi a partir de uma ansiedade do professor Roberto Medronho e da chefe de Gabinete da Reitoria, Fabiana Fonseca, de que nós precisamos mostrar mais o que a UFRJ faz de bom. Fazemos tanta coisa bacana, que às vezes nem nós mesmos conhecemos. Na PR-2, percorremos toda a Plataforma Sucupira, captamos 50 ações de extensão interessantes e apresentamos. Aí a coisa foi crescendo, crescendo, e hoje apresentamos a revista”, contou João Neto.

A publicação será dedicada a divulgar as pesquisas, a produção intelectual e o pensamento científico da instituição | Foto: Fernando Souza

O editor-chefe da revista Minerva, Paulo Rossi, e o editor de Arte, André Hippert, apresentaram como a publicação foi formulada. O primeiro número destaca a relação entre a deusa Minerva e a história da Universidade e apresenta exemplos da diversidade da pesquisa na UFRJ, como estudos sobre direitos humanos de mulheres encarceradas, dinossauros e um biodetergente inovador, além da descoberta da proteína capaz de regenerar tecidos nervosos e restaurar movimentos em pacientes com lesões medulares. A edição também mostra o resgate do acervo de um maestro compositor brasileiro, evidenciando o diálogo entre ciência e arte na instituição.

“Estamos criando um ecossistema de divulgação para a maior universidade pública do país com uma riqueza de pesquisa, professores e pesquisadores maravilhosos. Queremos que ela contemple todos os campi, institutos e centros, todos os professores, mestrandos, doutorandos, alunos de graduação e servidores. A gente quer que todo mundo esteja com o rosto à mostra nesta revista. Nossa missão aqui é simplesmente abrir as portas da pesquisa científica da UFRJ para o mundo”, afirmou Rossi.

Os desafios e responsabilidades da prática científica no Brasil

Sob mediação do reitor, Roberto Medronho, foi realizado, durante o lançamento da revista, um debate entre a cientista Tatiana Sampaio, chefe do Laboratório de Biologia da Matriz Extracelular do Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ, e o físico Luiz Davidovich, professor emérito da Universidade. Eles discutiram o impacto social da ciência, a importância da formação acadêmica, as condições de trabalho nas universidades públicas e o compromisso ético do cientista com a sociedade. A pesquisadora lidera um estudo de 25 anos que apresentou resultados que podem transformar o tratamento de lesões medulares. Já Davidovich é um dos principais nomes da física quântica no país. Recentemente, venceu o prêmio internacional de ciências TWAS Apex 2025, concedido pela Academia Mundial de Ciências (TWAS), vinculada à Unesco.

Debate entre a cientista Tatiana Sampaio e o físico Luiz Davidovich | Foto: Fernando Souza

Durante o debate, Luiz Davidovich relatou como nasceu seu interesse pela ciência na infância. Destacou que, ao longo da carreira, seguiu o coração ao escolher a física, valorizou o ato de ensinar com emoção e descreveu a pesquisa como uma atividade marcada por desafios intensos e pelo poder da descoberta. O físico reiterou, ainda, a responsabilidade ética dos cientistas diante da desigualdade social brasileira.

“Num país como o Brasil, você tem múltiplas coisas a fazer. Temos a obrigação de lutar contra a desinformação, contra o negacionismo. Devemos honrar os recursos, o dinheiro. Fazer pesquisa direito, ensinar direito. Isso é muito importante. E depois atuar junto à sociedade para esclarecer questões de que a gente tem o conhecimento”, destacou Davidovich.

Tatiana Sampaio, por sua vez, comentou sobre o impacto de acompanhar pacientes recuperando movimentos graças às pesquisas que coordena. Ela contou como migrou da atração inicial pela física para a biologia no momento do vestibular e narrou sua formação em laboratório, marcada pela união entre pesquisadores e criatividade diante das dificuldades. Além disso, enfatizou o prazer e a responsabilidade envolvidos no ensino de disciplinas básicas para cursos da área da saúde: “Temos que ter a seriedade de fazer as coisas da melhor maneira possível, fazer as melhores entregas, tanto no ensino, na pesquisa, quanto na extensão. Eu acho que é a nossa obrigação, uma forma de ativismo também”, disse a pesquisadora.

Revista Minerva

Símbolo da UFRJ desde 1925, a deusa greco-romana Minerva inspira o nome e o propósito da publicação: revelar a Universidade em toda a sua magnitude — dos laboratórios às salas de aula, das engenharias às artes, do Fundão a Macaé. Inspirada em experiências como a revista Darcy, da Universidade de Brasília (UnB), a Minerva pretende fortalecer o sentimento de pertencimento entre os pesquisadores e abrir as portas da ciência para a sociedade.

Revista foi lançada em cerimônia realizada na Casa da Ciência da UFRJ | Foto: Fernando Souza

Com 60 páginas coloridas, a revista traz matérias que interpretam a linguagem acadêmica em conteúdos acessíveis, contextualizados e visualmente interessantes, utilizando fotografias, infográficos e quadros explicativos. Além do editor-chefe, Paulo Rossi, e o editor de Arte, André Hippert, a primeira edição da revista Minerva contou com a subeditoria de Vivi Fernandes de Lima, com a editoria de fotografia de Fernando Souza, e com reportagens de Ana Clara Prevedello, João Vitor Prudente, Maria Clara Patrício, Renan Fernandes e Rick Barros. 

Novas cancelas  nos acessos ao campus Praia Vermelha 

Na última segunda-feira, dia 10 de novembro, o campus Praia Vermelha recebeu a instalação de cancelas automáticas nos  acessos das Rua Lauro Muller e Avenida Venceslau Brás.

Os equipamentos substituem os antigos, trazendo mais segurança ao corpo social e promovendo maior eficiência no controle de acesso de veículos ao campus, evitando congestionamentos e circulação de veículos não autorizados.

Instalação de cancelas automáticas no campus Praia Vermelha

O subprefeito da Praia Vermelha, André Maximiano, falou sobre a substituição:

“As antigas cancelas já estavam em uso há mais de dez anos e apresentavam falhas recorrentes, com custos crescentes de manutenção. A troca por equipamentos novos e mais modernos representa um avanço importante na segurança patrimonial, além de otimizar o fluxo de veículos, reduzindo filas e agilizando o acesso dos servidores, estudantes e visitantes autorizados”.

O novo sistema está funcionando plenamente e foi acompanhado pela equipe técnica da Subprefeitura da Praia Vermelha, que também será responsável pela manutenção preventiva e pelo monitoramento do uso cotidiano.

Cancelas novas já em funcionamento no campus Praia Vermelha

O prefeito universitário, Marcos Maldonado, também comentou sobre a iniciativa:

“A substituição das cancelas faz parte de um projeto de modernização da administração do campus, que busca promover mais organização, segurança, conforto e qualidade de vida para a comunidade acadêmica. Estamos atentos às demandas da comunidade e seguimos trabalhando firme para concretizar as melhorias que o campus precisa, apesar das restrições orçamentárias”.

PU Em Movimento Nº105

Manutenção da Rede Aérea/Iluminação Pública na Avenida Carlos Chagas Filho- 05/11/2025 – DIEL/CIEU/PU.
Manutenção da Iluminação Pública na Avenida Pedro Calmon- 03/11/2025 – DIEL/CIEU/PU.
Manutenção corretiva da Iluminação Pública na Avenida Horácio Macedo- 03/11/2025 – DIEL/CIEU/PU.
Manutenção Preditiva na Subestação de Energia Elétrica em Alta Tensão da Biblioteca/Centro de Ciências da Matemática e Natureza (CCMN) – 06/11/2025 – DIEL/CIEU/PU.
Operação na Subestação de Energia Elétrica em Alta Tensão no Centro de Referência da Mulher (CRM)- 06/11/2025 – DIEL/CIEU/PU.
Limpeza Urbana na Rua Moniz de Aragão – 06/11/2025- Coordenação de Operações Urbano-Ambientais (COUA)/PU.
Manutenção de áreas verdes no Centro de Ciências da Saúde (CCS) – 07/11/2025 – COUA/PU.
Limpeza Urbana no entorno do Centro Tecnológico – 06/11/2025 – COUA/PU.
Refazimento de ciclovia na Avenida Horácio Macedo – 06/11/2025 – Divisão de Manutenção Civil Urbana (DIMA)/CIEU/PU.
Substituição de tampas de concreto quebradas na Avenida Horácio Macedo – 04/11/2025 – DIMA/CIEU/PU.
Reforço no isolamento de buraco na Avenida Carlos Chagas Filho – 06/11/2025 – DIMA/CIEU/PU.

Dia da Floresta e do Clima: o verde que refresca o futuro da UFRJ

Celebrado em 7 de novembro, o Dia da Floresta e do Clima chama atenção para a importância da vegetação na regulação térmica do planeta e no equilíbrio ambiental das cidades. As florestas, sejam elas extensas áreas naturais ou pequenos fragmentos urbanos, desempenham papel fundamental na absorção de carbono, na manutenção da umidade do ar e na redução da temperatura. Em tempos de aquecimento global, o verde é uma das principais ferramentas de adaptação e mitigação climática.

No Rio de Janeiro, uma das capitais mais quentes do país, o aumento das ilhas de calor urbanas é um desafio crescente. Regiões densamente edificadas, com pouca arborização e grandes superfícies pavimentadas, chegam a registrar temperaturas até 7°C superiores às de áreas arborizadas. Na Cidade Universitária, a Prefeitura Universitária (PU) atua diretamente para enfrentar esse fenômeno, promovendo o manejo e a ampliação das áreas verdes do campus, o plantio de árvores e o cuidado contínuo com a cobertura vegetal.

Essas ações estão alinhadas ao Plano Diretor Ambiental Paisagístico da Cidade Universitária (PDAP, 2017), que estabelece diretrizes para a conservação da flora e o ordenamento ambiental da Ilha do Fundão. O plano define estratégias para a criação de corredores ecológicos, o sombreamento de vias, o plantio de espécies nativas e o aumento da permeabilidade do solo, reduzindo a temperatura local e melhorando o conforto térmico dos usuários. A Prefeitura Universitária coordena esses esforços, transformando o campus em um espaço modelo de urbanismo sustentável e resiliência climática.

Plantio de espécies nativas  – Praça dos Poetas  –  16/10/23 – COUA/PU

Ampliando essa pauta, o Plano Diretor da UFRJ (PD2030, 2023) e a Política de Sustentabilidade e Educação Regenerativa da UFRJ (SER/UFRJ, 2025) contêm diretrizes alinhadas com os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da ONU (ODS, 2017), que fortalecem a necessidade de integrar a sustentabilidade às dimensões acadêmica, administrativa e territorial da universidade. Esses instrumentos orientam a adoção de práticas de planejamento ecológico, gestão eficiente de recursos, mobilidade sustentável, redução de emissões e incentivo à pesquisa aplicada em soluções regenerativas. Ao consolidar políticas institucionais voltadas à transição climática e à valorização da biodiversidade, a UFRJ reafirma seu papel como referência nacional na construção de um campus mais verde, inclusivo e comprometido com o futuro do planeta.

A UFRJ, por sua vez, contribui com o debate global sobre clima e sustentabilidade através de sua produção científica e da participação em redes de pesquisa que dialogam diretamente com as discussões da COP30, conferência do clima da ONU que será sediada em Belém do Pará em novembro de 2025. Pesquisas em energia renovável, gestão urbana e mitigação das mudanças climáticas fazem parte do compromisso da universidade com as metas do Acordo de Paris e com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

As florestas e áreas verdes da Cidade Universitária cumprem funções que vão além da estética: elas filtram o ar, abrigam fauna, favorecem a drenagem das águas pluviais e proporcionam bem-estar. Manter e ampliar essas áreas é uma estratégia essencial diante dos efeitos do aquecimento global. Cada árvore plantada representa um investimento no futuro, um gesto concreto de ciência, gestão pública e responsabilidade ambiental.

Produção de mudas – Horto Universitário/PU

Retomada dos serviços de recuperação asfáltica na Cidade Universitária

A Prefeitura Universitária informa que a recuperação do asfalto na Cidade Universitária, fruto de parceria entre Prefeitura Universitária (PU), Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa em Engenharia (COPPE) e Centro de Pesquisas, Desenvolvimento e Inovação Leopoldo Américo Miguez de Mello (CENPES) , será reiniciada na próxima segunda-feira, 10 de novembro.


A primeira fase de pavimentação de trechos de asfalto degradado do campus com misturas asfálticas mais sustentáveis aconteceu em maio deste ano e, de acordo com o cronograma do projeto, os novos serviços estão previstos para ocorrer ao longo de todo o mês de novembro, abrangendo o trecho da esquina da Rua Milton Santos até a rotatória Samira Mesquita.

A pavimentação exigirá interdição parcial ao tráfego de trecho na pista de rolamento. Desta forma, a Prefeitura Universitária solicita que a comunidade acadêmica tente evitar as regiões afetadas, buscando rotas alternativas, nos dias de pavimentação das vias.

UFRJ aprova cotas para pessoas trans na graduação e pós-graduação

Confira a publicação original aqui.

Em reunião extraordinária realizada nesta quinta-feira, 30/10, no Auditório do Programa de Engenharia Naval e Oceânica, no Centro de Tecnologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o Conselho Universitário (Consuni) aprovou a implementação de cotas para pessoas trans nos cursos de graduação e pós-graduação stricto sensu da instituição. A nova política de ação afirmativa reserva 2% das vagas para esse grupo social. Foram 31 votos a favor e uma abstenção.

Durante a abertura da reunião, com o auditório lotado, o reitor da UFRJ, Roberto Medronho, destacou que a decisão representa um marco histórico de inclusão e reparação na universidade pública brasileira. A medida é resultado direto do empenho da Reitoria da UFRJ, que vem conduzindo, por meio da Superintendência-Geral de Ações Afirmativas, Diversidade e Acessibilidade (Sgaada), um amplo processo de diálogo e construção coletiva desde 2023.

“As cotas para as pessoas trans constituem um instrumento para efetivar os princípios constitucionais, contribuindo para reparar desigualdades históricas e garantir equidade, não apenas de uma forma burocrática, mas efetiva. Pessoas trans enfrentam múltiplas formas de vulnerabilização, têm dificuldade no acesso ao mercado formal, sofrem violências físicas, psicológicas e institucionais. Essas vulnerabilidades repercutem diretamente no acesso ao ensino superior. A UFRJ, como instituição pública, deve sempre estar comprometida com a transformação social, a redução de desigualdades e a defesa dos direitos humanos. A política de cotas para as pessoas trans reforça essa missão, permitindo que a Universidade reflita a pluralidade da sociedade e combata injustiças. A inclusão de pessoas trans nas políticas de acesso amplia essa agenda institucional e reforça a vocação histórica da UFRJ na defesa da democracia, da equidade e dos direitos humanos”, disse o reitor.

Conselheiros destacam momento histórico

A reunião ficou marcada pela fala de diversos conselheiros da UFRJ, que destacaram a importância histórica da aprovação das cotas para pessoas trans na instituição, entendida como uma política de equidade, reparação e democratização do acesso ao ensino superior. Foram apresentados dados que evidenciam que a maioria dessa população não conclui o ensino básico e enfrenta exclusão sistemática de direitos como educação, trabalho e moradia, enquanto o Brasil permanece como o país que mais mata pessoas trans no mundo.


Para os participantes, garantir o ingresso, a permanência e a formação desse público representa romper ciclos de marginalização e ampliar a representatividade em espaços de produção científica e institucional. Os conselheiros ressaltaram que a universidade não pode se omitir, pois a inclusão também se realiza por meio de políticas concretas, e cada vaga aberta pode significar uma vida salva, reafirmando o compromisso com uma sociedade mais diversa, digna e democrática.

Conselheiros se manifestaram durante reunião histórica no CT | Foto: Vitor Ramos (SGCOM/UFRJ)

Para o conselheiro Vantuil Pereira, decano do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFCH) da UFRJ, a aprovação das cotas para pessoas trans é resultado de um longo acúmulo histórico e de correlações de força que antecedem o momento atual: “Esse debate não termina aqui, com esta Reitoria. A história não acabou, nem começou agora. É um enfrentamento da desigualdade em um país que mata preto, pobre e gay; um país onde os grupos vulneráveis estão alijados historicamente nos espaços universitários, nos espaços de poder. Então é uma renovação”, disse Vantuil.


As manifestações dos conselheiros e representantes da comunidade universitária também expressaram repúdio às operações policiais realizadas no Rio de Janeiro na última terça-feira, 28\10, considerada pelos presentes como o resultado de uma política de segurança baseada na necropolítica, na violência estatal e na criminalização das favelas e populações periféricas. Diversos depoimentos relataram a brutalidade da operação policial e o impacto direto sobre estudantes e trabalhadores.

Vozes trans celebram conquista na UFRJ

Em discurso emocionado no Consuni, a deputada estadual Dani Balbi (PCdoB), primeira mulher trans com o título de doutora em Letras pela UFRJ, destacou a importância histórica da aprovação de cotas na UFRJ. Ela lembrou que, apesar de não pioneira, a Universidade reforça seu papel de referência nacional em políticas afirmativas no ensino superior. Enfatizou ainda dados alarmantes sobre expectativa de vida e sub-representação dessa população nas universidades e afirmou que a diversidade acadêmica amplia a qualidade das pesquisas, fortalece o compromisso social e contribui para políticas públicas capazes de enfrentar desigualdades estruturais.


“Há 15 anos nós não estávamos nem perto de ver efetivada uma conquista tão importante e significativa, especialmente para as pessoas transsexuais, travestis e não binárias. É certamente uma conquista muito significativa, impactante para toda a comunidade LGBTQIAPN+, mas não só desta universidade, da rede do movimento estudantil articulado, que, certamente, sendo a UFRJ um dos faróis no que se refere a políticas públicas de ponta para o ensino superior no Brasil, terá também um impacto significativo para outras universidades”, disse Balbi.

Estudantes e entidades representativas também se manifestaram na reunião | Foto: Vitor Ramos (SGCOM/UFRJ)

A conselheira Arthura Annastásiya, estudante de Ciências Sociais na UFRJ, celebrou a aprovação das cotas como medida reparatória e estratégica, capaz de influenciar outras universidades e ressaltou o papel central do movimento estudantil e da UNE nesse processo. Ela lembrou ser a primeira pessoa trans a ocupar uma cadeira no Consuni e expressou esperança de que não seja a última, imaginando um futuro com mais docentes, técnicos e gestores trans, inclusive na Reitoria. Evocou ainda um manifesto que simboliza a luta histórica por portas que sempre foram fechadas, reforçando o desejo de ver a universidade finalmente aberta a todas as identidades.

“Representa o poder estar dentro da construção do conhecimento científico, da construção do conhecimento artístico, da construção do conhecimento em geral do nosso país. Levando em conta o lugar de importância que a UFRJ tem no Brasil, aprovar essas cotas é abrir portas para que mais universidades façam o mesmo”, afirmou a Arthura.

A conselheira Arthura Annastásiya, durante fala na reunião do Consuni Foto: Vitor Ramos (SGCOM/UFRJ)

A nova política de ação afirmativa, com reserva de 2% das vagas para pessoas trans nos cursos de graduação e pós-graduação stricto sensu da UFRJ, entrará em vigor já no Sisu deste ano, com ingresso dos primeiros estudantes em 2026.

UFRJ lança revista Minerva e inaugura ecossistema de divulgação científica e cultural

Veja aqui a publicação original

A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) lança nesta quarta-feira, 5/11, a revista Minerva, publicação dedicada a divulgar as pesquisas, a produção intelectual e o pensamento científico da instituição. O lançamento marca o início de um ecossistema integrado de divulgação científica e cultural, com um projeto que busca aproximar a Universidade da sociedade e transformar o conhecimento em diálogo, inspiração e esperança. A cerimônia terá a apresentação da ópera Grito de Mueda — a primeira ópera nacional moçambicana —, seguida de um debate com a cientista Tatiana Sampaio e o físico Luiz Davidovich, sob mediação do reitor Roberto Medronho. O robô 14-Bis, construído pelo professor Joel Ramos, será também uma das atrações do lançamento da Minerva. O robô é capaz de reproduzir gestos humanos com precisão. 

Mais do que uma revista, a Minerva é o primeiro passo de um conjunto articulado de iniciativas voltadas à comunicação pública da ciência. Coordenado pela Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa (PR-2), o Projeto Minerva consistirá em uma publicação impressa, com uma tiragem de 2,5 mil exemplares, uma versão digital e a versão infantil: Minervinha. Além disso, contará também com um portal, um banco de fontes de pesquisadores da UFRJ, um podcast, redes sociais integradas, programas de formação em comunicação científica e um sistema de monitoramento da imagem institucional.

Símbolo da UFRJ desde 1925, a deusa greco-romana Minerva inspira o nome e o propósito da publicação: revelar a Universidade em toda a sua magnitude — dos laboratórios às salas de aula, das engenharias às artes, do Fundão a Macaé. Inspirada em experiências como a Revista Darcy, da Universidade de Brasília (UnB), a Minerva pretende fortalecer o sentimento de pertencimento entre os pesquisadores e abrir as portas da ciência para a sociedade.

Com 60 páginas coloridas e periodicidade bimestral, a revista apresenta reportagens que traduzem a linguagem acadêmica em narrativas acessíveis, contextualizadas e visualmente atraentes, com fotos, infográficos e boxes explicativos.

O primeiro número traz uma reportagem especial sobre a relação entre a deusa Minerva e a história da Universidade, além de matérias que exemplificam a diversidade da pesquisa feita na UFRJ: a descoberta de uma proteína capaz de regenerar tecidos nervosos e restaurar movimentos em pacientes com lesões medulares; estudos jurídicos sobre direitos humanos de mulheres encarceradas; pesquisas do Museu Nacional sobre dinossauros e um biodetergente inovador desenvolvido no Instituto de Química para combater a poluição dos mares e o mosquito da dengue.

Na edição de estreia, a revista também revela o trabalho de resgate do acervo de um maestro compositor brasileiro, exemplo de como ciência e arte dialogam dentro da Universidade. O Projeto Minerva reafirma o compromisso da UFRJ com a divulgação científica como instrumento de transformação social. Em um país onde 65% da população declara interesse por ciência e tecnologia, a Universidade assume o papel de tornar esse conhecimento mais acessível e compreensível, formando pesquisadores capazes de dialogar com o público e influenciar políticas baseadas em evidências.

Lançamento da Revista Minerva

●     Casa da Ciência da UFRJ – Rua Lauro Müller, 3, Botafogo

●     5/11, às 17h

●     Apresentação da ópera Grito de Mueda, debate e coquetel de confraternização

PU Em Movimento Nº104

Roçado de grama no Observatório do Valongo – 27/10/2025 – Subprefeitura da Praia Vermelha e Unidades Externas.
Manutenção da Iluminação Pública nos arredores da Praça Jorge Machado Moreira – 27/10/2025 – Divisão de Elétrica (DIEL)/Coordenação de Infraestrutura Urbana (CIEU)/Prefeitura Universitária (PU).
Manutenção da Iluminação Pública na Avenida Horácio Macedo – 28/10/2025 – DIEL/CIEU/PU.
Manutenção da Iluminação Pública na Rua Paulo Emídio Barbosa – 29/10/2025 – DIEL/CIEU/PU.
Limpeza Urbana- esvaziamento de lixeiras dos pontos de ônibus- 31/10/2025 – Coordenação de Operações Urbano-Ambientais (COUA)/PU.
Limpeza Urbana- limpeza de sarjeta na Praça Jorge Machado Moreira – 28/10/2025 – COUA/PU.
Manutenção de áreas verdes nos jardins do Centro Tecnológico (CT) – 30/10/2025 – COUA/PU.
Reparo na concertina de muro na Praça Jorge Machado Moreira – 28/10/2025 – Divisão de Manutenção Civil Urbana (DIMA)/CIEU/PU.
Fixação de placas consertadas no Parque Nacional da Mata Atlântica Frei Velloso (Catalão) – 28/10/2025 – DIMA/CIEU/PU.
Fixação de placas consertadas no Parque Nacional da Mata Atlântica Frei Velloso (Catalão) – 28/10/2025 – DIMA/CIEU/PU.

Prefeitura Universitária reforça compromisso com a conservação ambiental na Semana de Proteção à Fauna 2025

A Semana de Proteção à Fauna, comemorada de 6/10 a 10/10 , é um momento de reflexão e ação voltado à preservação da biodiversidade e ao reconhecimento do valor intrínseco de todas as formas de vida. A data, celebrada anualmente em outubro, reforça o compromisso coletivo com a conservação dos ecossistemas e com a convivência harmoniosa entre seres humanos e animais. No contexto universitário, essa pauta se traduz em práticas concretas de pesquisa, gestão ambiental e sensibilização comunitária.

A fauna exerce papel essencial no equilíbrio dos ecossistemas, garantindo a polinização, o controle biológico de pragas, a dispersão de sementes e a manutenção dos ciclos naturais. Nas cidades, os animais também desempenham funções ecológicas e educativas, aproximando a sociedade da natureza e revelando a importância dos espaços verdes como refúgios de vida. Na Cidade Universitária da UFRJ, essa coexistência é constantemente observada e estudada por servidores e pesquisadores, que vêm ampliando o conhecimento sobre as espécies que habitam o campus e suas relações com o ambiente urbano.

Gambá (Didelphis marsupialis) | Foto: Alfredo Heleno de Oliveira

Entre as espécies mais comuns registradas na Ilha do Fundão estão diversas aves, gambás, capivaras, além de répteis como o teiú, animal bastante conhecido pelos frequentadores do campus. O teiú é um lagarto de grande porte, típico de áreas abertas e bordas de mata, que desempenha papel ecológico importante como controlador de populações de pequenos animais e dispersor de sementes. Apesar de sua aparência imponente, é uma espécie geralmente dócil, que evita o contato com seres humanos e deve ser respeitada em seu habitat natural.

A Prefeitura Universitária, por meio da Agenda Ambiental (PU Ambiental), promove ações contínuas de preservação e monitoramento da biodiversidade local. Tais estudos oferecem subsídios importantes para o planejamento sustentável das áreas verdes e para o fortalecimento da política ambiental da UFRJ.

Teiú (Salvator merinae) | Foto: Alfredo Heleno de Oliveira

A proteção da fauna também se estende às ações cotidianas de manejo das áreas verdes, à recuperação de fragmentos vegetais e ao estímulo à convivência responsável com os animais silvestres e domésticos que circulam pelo campus. A Prefeitura Universitária atua para que os espaços da Cidade Universitária funcionem como ambientes seguros e equilibrados, onde a natureza e a atividade humana coexistam de forma harmônica.

As iniciativas descritas na Semana de Proteção à Fauna dialogam diretamente com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) propostos pela Organização das Nações Unidas (ONU), especialmente com o ODS 14 (Vida na Água) e o ODS 15 (Vida Terrestre), que tratam da conservação dos ecossistemas aquáticos e terrestres, e também com o ODS 13 (Ação Contra a Mudança Global do Clima), ao promover práticas que fortalecem a resiliência ambiental. Além disso, ao integrar ensino, pesquisa e extensão em prol da biodiversidade, a UFRJ contribui para o ODS 4 (Educação de Qualidade) e o ODS 11 (Cidades e Comunidades Sustentáveis), reforçando o papel das instituições de ensino superior como agentes estratégicos na construção de um futuro mais justo, sustentável e em harmonia com todas as formas de vida.

Marreca-toicinho (Anas bahamensis) | Foto: Alfredo Heleno de Oliveira

A Semana de Proteção à Fauna é, portanto, uma oportunidade de valorizar o papel das universidades na defesa da vida. Ao investir em pesquisa, educação ambiental e infraestrutura verde, a UFRJ reafirma seu compromisso com um desenvolvimento sustentável que reconhece a fauna como parte integrante do patrimônio natural e cultural da instituição. Proteger os animais é também proteger os ecossistemas e garantir um futuro mais equilibrado e ético para as próximas gerações.

Prefeitura Universitária compartilha registros da avifauna da Cidade Universitária no Dia Internacional das Aves

As aves ocupam lugar central nos ecossistemas e também no imaginário humano — símbolo de liberdade, diversidade e equilíbrio natural. O Dia Internacional das Aves, celebrado em 05/10, é uma data para reafirmar nosso compromisso com a conservação das espécies, dos habitats naturais e do meio ambiente urbano. No contexto universitário, esse compromisso ganha contornos concretos e essenciais.

A Cidade Universitária da UFRJ abriga uma rica avifauna. Essa constatação vem sendo registrada pelo gestor Ambiental Alfredo Heleno, servidor da UFRJ que, imbuído dessa vocação e atuação na Prefeitura Universitária, escolheu o assunto como tema da sua pesquisa. O trabalho baseia-se em investigações científicas, como a dissertação de mestrado do servidor Alfredo Heleno de Oliveira (Programa de Engenharia Ambiental, Escola Politécnica e Escola de Química, UFRJ), intitulada “A Avifauna na Cidade Universitária e os Impactos das Alterações Ambientais nas últimas Décadas”. Esse estudo retrata como alterações no uso do solo, expansão urbana, poluição e outras transformações ambientais têm afetado as populações de aves na Ilha do Fundão.

Martim-pescador-pequeno (Chloroceryle americana) | Foto: Alfredo Heleno de Oliveira
 

A partir desses diagnósticos, a Prefeitura Universitária desempenha papel importante em conservar espaços verdes e manter corredores ecológicos que favoreçam a presença e reprodução das aves. Isso inclui práticas de manejo das áreas verdes, identificação e proteção de habitats adequados, além da promoção de ações de sensibilização ambiental junto à comunidade acadêmica para preservar a riqueza ornitológica local. O bem-estar da avifauna é também indicador da saúde ambiental do campus.

Além disso, incentivar a pesquisa e o engajamento estudantil permite consolidar uma cultura de respeito à natureza. O vídeo produzido com base na dissertação mencionada, por exemplo, amplia a visibilidade desses estudos e possibilita que pessoas de diferentes formações conheçam as dinâmicas da avifauna local, reconhecendo os impactos ambientais e percebendo que cada escolha, desde o planejamento urbano até atitudes individuais, pode fazer diferença.

No Dia Internacional das Aves, a UFRJ reafirma seu compromisso institucional com a biodiversidade, com a ciência e com a educação ambiental. Preservar o canto das aves não é um gesto apenas estético: é ação concreta de qualidade de vida, sustentabilidade e responsabilidade ecológica para toda a comunidade universitária.

Cardeal-do-nordeste (Paroaria dominicana) | Foto: Alfredo Heleno de Oliveira

A preservação da avifauna local está diretamente alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, especialmente aos ODS 11 (Cidades e Comunidades Sustentáveis), 13 (Ação Contra a Mudança Global do Clima) e 15 (Vida Terrestre). As ações de monitoramento, proteção e manejo adequado das aves no campus contribuem para a proteção da biodiversidade e para a manutenção dos ecossistemas urbanos, promovendo um ambiente mais equilibrado e saudável. Além disso, ao integrar práticas de conservação à gestão universitária, a UFRJ reforça o papel das instituições públicas de ensino superior como agentes de sustentabilidade, educação ambiental e responsabilidade socioambiental, em consonância com a Agenda 2030.

Para saber mais sobre o estudo e assistir ao vídeo sobre a avifauna da Cidade Universitária, acesse o conteúdo completo disponível no portal da Prefeitura Universitária:
🎥 Vídeo – Avifauna na Cidade Universitária
📘 Dissertação – A Avifauna na Cidade Universitária e os Impactos das Alterações Ambientais nas últimas Décadas, de Alfredo Heleno de Oliveira.