Retomada dos serviços de recuperação asfáltica na Cidade Universitária

A Prefeitura Universitária informa que a recuperação do asfalto na Cidade Universitária, fruto de parceria entre Prefeitura Universitária (PU), Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa em Engenharia (COPPE) e Centro de Pesquisas, Desenvolvimento e Inovação Leopoldo Américo Miguez de Mello (CENPES) , será reiniciada na próxima segunda-feira, 10 de novembro.


A primeira fase de pavimentação de trechos de asfalto degradado do campus com misturas asfálticas mais sustentáveis aconteceu em maio deste ano e, de acordo com o cronograma do projeto, os novos serviços estão previstos para ocorrer ao longo de todo o mês de novembro, abrangendo o trecho da esquina da Rua Milton Santos até a rotatória Samira Mesquita.

A pavimentação exigirá interdição parcial ao tráfego de trecho na pista de rolamento. Desta forma, a Prefeitura Universitária solicita que a comunidade acadêmica tente evitar as regiões afetadas, buscando rotas alternativas, nos dias de pavimentação das vias.

UFRJ aprova cotas para pessoas trans na graduação e pós-graduação

Confira a publicação original aqui.

Em reunião extraordinária realizada nesta quinta-feira, 30/10, no Auditório do Programa de Engenharia Naval e Oceânica, no Centro de Tecnologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o Conselho Universitário (Consuni) aprovou a implementação de cotas para pessoas trans nos cursos de graduação e pós-graduação stricto sensu da instituição. A nova política de ação afirmativa reserva 2% das vagas para esse grupo social. Foram 31 votos a favor e uma abstenção.

Durante a abertura da reunião, com o auditório lotado, o reitor da UFRJ, Roberto Medronho, destacou que a decisão representa um marco histórico de inclusão e reparação na universidade pública brasileira. A medida é resultado direto do empenho da Reitoria da UFRJ, que vem conduzindo, por meio da Superintendência-Geral de Ações Afirmativas, Diversidade e Acessibilidade (Sgaada), um amplo processo de diálogo e construção coletiva desde 2023.

“As cotas para as pessoas trans constituem um instrumento para efetivar os princípios constitucionais, contribuindo para reparar desigualdades históricas e garantir equidade, não apenas de uma forma burocrática, mas efetiva. Pessoas trans enfrentam múltiplas formas de vulnerabilização, têm dificuldade no acesso ao mercado formal, sofrem violências físicas, psicológicas e institucionais. Essas vulnerabilidades repercutem diretamente no acesso ao ensino superior. A UFRJ, como instituição pública, deve sempre estar comprometida com a transformação social, a redução de desigualdades e a defesa dos direitos humanos. A política de cotas para as pessoas trans reforça essa missão, permitindo que a Universidade reflita a pluralidade da sociedade e combata injustiças. A inclusão de pessoas trans nas políticas de acesso amplia essa agenda institucional e reforça a vocação histórica da UFRJ na defesa da democracia, da equidade e dos direitos humanos”, disse o reitor.

Conselheiros destacam momento histórico

A reunião ficou marcada pela fala de diversos conselheiros da UFRJ, que destacaram a importância histórica da aprovação das cotas para pessoas trans na instituição, entendida como uma política de equidade, reparação e democratização do acesso ao ensino superior. Foram apresentados dados que evidenciam que a maioria dessa população não conclui o ensino básico e enfrenta exclusão sistemática de direitos como educação, trabalho e moradia, enquanto o Brasil permanece como o país que mais mata pessoas trans no mundo.


Para os participantes, garantir o ingresso, a permanência e a formação desse público representa romper ciclos de marginalização e ampliar a representatividade em espaços de produção científica e institucional. Os conselheiros ressaltaram que a universidade não pode se omitir, pois a inclusão também se realiza por meio de políticas concretas, e cada vaga aberta pode significar uma vida salva, reafirmando o compromisso com uma sociedade mais diversa, digna e democrática.

Conselheiros se manifestaram durante reunião histórica no CT | Foto: Vitor Ramos (SGCOM/UFRJ)

Para o conselheiro Vantuil Pereira, decano do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFCH) da UFRJ, a aprovação das cotas para pessoas trans é resultado de um longo acúmulo histórico e de correlações de força que antecedem o momento atual: “Esse debate não termina aqui, com esta Reitoria. A história não acabou, nem começou agora. É um enfrentamento da desigualdade em um país que mata preto, pobre e gay; um país onde os grupos vulneráveis estão alijados historicamente nos espaços universitários, nos espaços de poder. Então é uma renovação”, disse Vantuil.


As manifestações dos conselheiros e representantes da comunidade universitária também expressaram repúdio às operações policiais realizadas no Rio de Janeiro na última terça-feira, 28\10, considerada pelos presentes como o resultado de uma política de segurança baseada na necropolítica, na violência estatal e na criminalização das favelas e populações periféricas. Diversos depoimentos relataram a brutalidade da operação policial e o impacto direto sobre estudantes e trabalhadores.

Vozes trans celebram conquista na UFRJ

Em discurso emocionado no Consuni, a deputada estadual Dani Balbi (PCdoB), primeira mulher trans com o título de doutora em Letras pela UFRJ, destacou a importância histórica da aprovação de cotas na UFRJ. Ela lembrou que, apesar de não pioneira, a Universidade reforça seu papel de referência nacional em políticas afirmativas no ensino superior. Enfatizou ainda dados alarmantes sobre expectativa de vida e sub-representação dessa população nas universidades e afirmou que a diversidade acadêmica amplia a qualidade das pesquisas, fortalece o compromisso social e contribui para políticas públicas capazes de enfrentar desigualdades estruturais.


“Há 15 anos nós não estávamos nem perto de ver efetivada uma conquista tão importante e significativa, especialmente para as pessoas transsexuais, travestis e não binárias. É certamente uma conquista muito significativa, impactante para toda a comunidade LGBTQIAPN+, mas não só desta universidade, da rede do movimento estudantil articulado, que, certamente, sendo a UFRJ um dos faróis no que se refere a políticas públicas de ponta para o ensino superior no Brasil, terá também um impacto significativo para outras universidades”, disse Balbi.

Estudantes e entidades representativas também se manifestaram na reunião | Foto: Vitor Ramos (SGCOM/UFRJ)

A conselheira Arthura Annastásiya, estudante de Ciências Sociais na UFRJ, celebrou a aprovação das cotas como medida reparatória e estratégica, capaz de influenciar outras universidades e ressaltou o papel central do movimento estudantil e da UNE nesse processo. Ela lembrou ser a primeira pessoa trans a ocupar uma cadeira no Consuni e expressou esperança de que não seja a última, imaginando um futuro com mais docentes, técnicos e gestores trans, inclusive na Reitoria. Evocou ainda um manifesto que simboliza a luta histórica por portas que sempre foram fechadas, reforçando o desejo de ver a universidade finalmente aberta a todas as identidades.

“Representa o poder estar dentro da construção do conhecimento científico, da construção do conhecimento artístico, da construção do conhecimento em geral do nosso país. Levando em conta o lugar de importância que a UFRJ tem no Brasil, aprovar essas cotas é abrir portas para que mais universidades façam o mesmo”, afirmou a Arthura.

A conselheira Arthura Annastásiya, durante fala na reunião do Consuni Foto: Vitor Ramos (SGCOM/UFRJ)

A nova política de ação afirmativa, com reserva de 2% das vagas para pessoas trans nos cursos de graduação e pós-graduação stricto sensu da UFRJ, entrará em vigor já no Sisu deste ano, com ingresso dos primeiros estudantes em 2026.

UFRJ lança revista Minerva e inaugura ecossistema de divulgação científica e cultural

Veja aqui a publicação original

A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) lança nesta quarta-feira, 5/11, a revista Minerva, publicação dedicada a divulgar as pesquisas, a produção intelectual e o pensamento científico da instituição. O lançamento marca o início de um ecossistema integrado de divulgação científica e cultural, com um projeto que busca aproximar a Universidade da sociedade e transformar o conhecimento em diálogo, inspiração e esperança. A cerimônia terá a apresentação da ópera Grito de Mueda — a primeira ópera nacional moçambicana —, seguida de um debate com a cientista Tatiana Sampaio e o físico Luiz Davidovich, sob mediação do reitor Roberto Medronho. O robô 14-Bis, construído pelo professor Joel Ramos, será também uma das atrações do lançamento da Minerva. O robô é capaz de reproduzir gestos humanos com precisão. 

Mais do que uma revista, a Minerva é o primeiro passo de um conjunto articulado de iniciativas voltadas à comunicação pública da ciência. Coordenado pela Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa (PR-2), o Projeto Minerva consistirá em uma publicação impressa, com uma tiragem de 2,5 mil exemplares, uma versão digital e a versão infantil: Minervinha. Além disso, contará também com um portal, um banco de fontes de pesquisadores da UFRJ, um podcast, redes sociais integradas, programas de formação em comunicação científica e um sistema de monitoramento da imagem institucional.

Símbolo da UFRJ desde 1925, a deusa greco-romana Minerva inspira o nome e o propósito da publicação: revelar a Universidade em toda a sua magnitude — dos laboratórios às salas de aula, das engenharias às artes, do Fundão a Macaé. Inspirada em experiências como a Revista Darcy, da Universidade de Brasília (UnB), a Minerva pretende fortalecer o sentimento de pertencimento entre os pesquisadores e abrir as portas da ciência para a sociedade.

Com 60 páginas coloridas e periodicidade bimestral, a revista apresenta reportagens que traduzem a linguagem acadêmica em narrativas acessíveis, contextualizadas e visualmente atraentes, com fotos, infográficos e boxes explicativos.

O primeiro número traz uma reportagem especial sobre a relação entre a deusa Minerva e a história da Universidade, além de matérias que exemplificam a diversidade da pesquisa feita na UFRJ: a descoberta de uma proteína capaz de regenerar tecidos nervosos e restaurar movimentos em pacientes com lesões medulares; estudos jurídicos sobre direitos humanos de mulheres encarceradas; pesquisas do Museu Nacional sobre dinossauros e um biodetergente inovador desenvolvido no Instituto de Química para combater a poluição dos mares e o mosquito da dengue.

Na edição de estreia, a revista também revela o trabalho de resgate do acervo de um maestro compositor brasileiro, exemplo de como ciência e arte dialogam dentro da Universidade. O Projeto Minerva reafirma o compromisso da UFRJ com a divulgação científica como instrumento de transformação social. Em um país onde 65% da população declara interesse por ciência e tecnologia, a Universidade assume o papel de tornar esse conhecimento mais acessível e compreensível, formando pesquisadores capazes de dialogar com o público e influenciar políticas baseadas em evidências.

Lançamento da Revista Minerva

●     Casa da Ciência da UFRJ – Rua Lauro Müller, 3, Botafogo

●     5/11, às 17h

●     Apresentação da ópera Grito de Mueda, debate e coquetel de confraternização

PU Em Movimento Nº104

Roçado de grama no Observatório do Valongo – 27/10/2025 – Subprefeitura da Praia Vermelha e Unidades Externas.
Manutenção da Iluminação Pública nos arredores da Praça Jorge Machado Moreira – 27/10/2025 – Divisão de Elétrica (DIEL)/Coordenação de Infraestrutura Urbana (CIEU)/Prefeitura Universitária (PU).
Manutenção da Iluminação Pública na Avenida Horácio Macedo – 28/10/2025 – DIEL/CIEU/PU.
Manutenção da Iluminação Pública na Rua Paulo Emídio Barbosa – 29/10/2025 – DIEL/CIEU/PU.
Limpeza Urbana- esvaziamento de lixeiras dos pontos de ônibus- 31/10/2025 – Coordenação de Operações Urbano-Ambientais (COUA)/PU.
Limpeza Urbana- limpeza de sarjeta na Praça Jorge Machado Moreira – 28/10/2025 – COUA/PU.
Manutenção de áreas verdes nos jardins do Centro Tecnológico (CT) – 30/10/2025 – COUA/PU.
Reparo na concertina de muro na Praça Jorge Machado Moreira – 28/10/2025 – Divisão de Manutenção Civil Urbana (DIMA)/CIEU/PU.
Fixação de placas consertadas no Parque Nacional da Mata Atlântica Frei Velloso (Catalão) – 28/10/2025 – DIMA/CIEU/PU.
Fixação de placas consertadas no Parque Nacional da Mata Atlântica Frei Velloso (Catalão) – 28/10/2025 – DIMA/CIEU/PU.

Prefeitura Universitária reforça compromisso com a conservação ambiental na Semana de Proteção à Fauna 2025

A Semana de Proteção à Fauna, comemorada de 6/10 a 10/10 , é um momento de reflexão e ação voltado à preservação da biodiversidade e ao reconhecimento do valor intrínseco de todas as formas de vida. A data, celebrada anualmente em outubro, reforça o compromisso coletivo com a conservação dos ecossistemas e com a convivência harmoniosa entre seres humanos e animais. No contexto universitário, essa pauta se traduz em práticas concretas de pesquisa, gestão ambiental e sensibilização comunitária.

A fauna exerce papel essencial no equilíbrio dos ecossistemas, garantindo a polinização, o controle biológico de pragas, a dispersão de sementes e a manutenção dos ciclos naturais. Nas cidades, os animais também desempenham funções ecológicas e educativas, aproximando a sociedade da natureza e revelando a importância dos espaços verdes como refúgios de vida. Na Cidade Universitária da UFRJ, essa coexistência é constantemente observada e estudada por servidores e pesquisadores, que vêm ampliando o conhecimento sobre as espécies que habitam o campus e suas relações com o ambiente urbano.

Gambá (Didelphis marsupialis) | Foto: Alfredo Heleno de Oliveira

Entre as espécies mais comuns registradas na Ilha do Fundão estão diversas aves, gambás, capivaras, além de répteis como o teiú, animal bastante conhecido pelos frequentadores do campus. O teiú é um lagarto de grande porte, típico de áreas abertas e bordas de mata, que desempenha papel ecológico importante como controlador de populações de pequenos animais e dispersor de sementes. Apesar de sua aparência imponente, é uma espécie geralmente dócil, que evita o contato com seres humanos e deve ser respeitada em seu habitat natural.

A Prefeitura Universitária, por meio da Agenda Ambiental (PU Ambiental), promove ações contínuas de preservação e monitoramento da biodiversidade local. Tais estudos oferecem subsídios importantes para o planejamento sustentável das áreas verdes e para o fortalecimento da política ambiental da UFRJ.

Teiú (Salvator merinae) | Foto: Alfredo Heleno de Oliveira

A proteção da fauna também se estende às ações cotidianas de manejo das áreas verdes, à recuperação de fragmentos vegetais e ao estímulo à convivência responsável com os animais silvestres e domésticos que circulam pelo campus. A Prefeitura Universitária atua para que os espaços da Cidade Universitária funcionem como ambientes seguros e equilibrados, onde a natureza e a atividade humana coexistam de forma harmônica.

As iniciativas descritas na Semana de Proteção à Fauna dialogam diretamente com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) propostos pela Organização das Nações Unidas (ONU), especialmente com o ODS 14 (Vida na Água) e o ODS 15 (Vida Terrestre), que tratam da conservação dos ecossistemas aquáticos e terrestres, e também com o ODS 13 (Ação Contra a Mudança Global do Clima), ao promover práticas que fortalecem a resiliência ambiental. Além disso, ao integrar ensino, pesquisa e extensão em prol da biodiversidade, a UFRJ contribui para o ODS 4 (Educação de Qualidade) e o ODS 11 (Cidades e Comunidades Sustentáveis), reforçando o papel das instituições de ensino superior como agentes estratégicos na construção de um futuro mais justo, sustentável e em harmonia com todas as formas de vida.

Marreca-toicinho (Anas bahamensis) | Foto: Alfredo Heleno de Oliveira

A Semana de Proteção à Fauna é, portanto, uma oportunidade de valorizar o papel das universidades na defesa da vida. Ao investir em pesquisa, educação ambiental e infraestrutura verde, a UFRJ reafirma seu compromisso com um desenvolvimento sustentável que reconhece a fauna como parte integrante do patrimônio natural e cultural da instituição. Proteger os animais é também proteger os ecossistemas e garantir um futuro mais equilibrado e ético para as próximas gerações.

Prefeitura Universitária compartilha registros da avifauna da Cidade Universitária no Dia Internacional das Aves

As aves ocupam lugar central nos ecossistemas e também no imaginário humano — símbolo de liberdade, diversidade e equilíbrio natural. O Dia Internacional das Aves, celebrado em 05/10, é uma data para reafirmar nosso compromisso com a conservação das espécies, dos habitats naturais e do meio ambiente urbano. No contexto universitário, esse compromisso ganha contornos concretos e essenciais.

A Cidade Universitária da UFRJ abriga uma rica avifauna. Essa constatação vem sendo registrada pelo gestor Ambiental Alfredo Heleno, servidor da UFRJ que, imbuído dessa vocação e atuação na Prefeitura Universitária, escolheu o assunto como tema da sua pesquisa. O trabalho baseia-se em investigações científicas, como a dissertação de mestrado do servidor Alfredo Heleno de Oliveira (Programa de Engenharia Ambiental, Escola Politécnica e Escola de Química, UFRJ), intitulada “A Avifauna na Cidade Universitária e os Impactos das Alterações Ambientais nas últimas Décadas”. Esse estudo retrata como alterações no uso do solo, expansão urbana, poluição e outras transformações ambientais têm afetado as populações de aves na Ilha do Fundão.

Martim-pescador-pequeno (Chloroceryle americana) | Foto: Alfredo Heleno de Oliveira
 

A partir desses diagnósticos, a Prefeitura Universitária desempenha papel importante em conservar espaços verdes e manter corredores ecológicos que favoreçam a presença e reprodução das aves. Isso inclui práticas de manejo das áreas verdes, identificação e proteção de habitats adequados, além da promoção de ações de sensibilização ambiental junto à comunidade acadêmica para preservar a riqueza ornitológica local. O bem-estar da avifauna é também indicador da saúde ambiental do campus.

Além disso, incentivar a pesquisa e o engajamento estudantil permite consolidar uma cultura de respeito à natureza. O vídeo produzido com base na dissertação mencionada, por exemplo, amplia a visibilidade desses estudos e possibilita que pessoas de diferentes formações conheçam as dinâmicas da avifauna local, reconhecendo os impactos ambientais e percebendo que cada escolha, desde o planejamento urbano até atitudes individuais, pode fazer diferença.

No Dia Internacional das Aves, a UFRJ reafirma seu compromisso institucional com a biodiversidade, com a ciência e com a educação ambiental. Preservar o canto das aves não é um gesto apenas estético: é ação concreta de qualidade de vida, sustentabilidade e responsabilidade ecológica para toda a comunidade universitária.

Cardeal-do-nordeste (Paroaria dominicana) | Foto: Alfredo Heleno de Oliveira

A preservação da avifauna local está diretamente alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, especialmente aos ODS 11 (Cidades e Comunidades Sustentáveis), 13 (Ação Contra a Mudança Global do Clima) e 15 (Vida Terrestre). As ações de monitoramento, proteção e manejo adequado das aves no campus contribuem para a proteção da biodiversidade e para a manutenção dos ecossistemas urbanos, promovendo um ambiente mais equilibrado e saudável. Além disso, ao integrar práticas de conservação à gestão universitária, a UFRJ reforça o papel das instituições públicas de ensino superior como agentes de sustentabilidade, educação ambiental e responsabilidade socioambiental, em consonância com a Agenda 2030.

Para saber mais sobre o estudo e assistir ao vídeo sobre a avifauna da Cidade Universitária, acesse o conteúdo completo disponível no portal da Prefeitura Universitária:
🎥 Vídeo – Avifauna na Cidade Universitária
📘 Dissertação – A Avifauna na Cidade Universitária e os Impactos das Alterações Ambientais nas últimas Décadas, de Alfredo Heleno de Oliveira.

12/10 – Dia do Mar – UFRJ e o Monitoramento da Baía de Guanabara

O Dia do Mar, celebrado em 12 de outubro, chama a atenção para a importância dos ecossistemas marinhos na manutenção da vida no planeta. Localizada em uma ilha banhada pela Baía de Guanabara, a UFRJ exerce papel central na produção de conhecimento científico e técnico voltado à conservação costeira e marinha, contribuindo para compreender, monitorar e propor soluções para os desafios ambientais que afetam a região.

A Baía de Guanabara é um dos principais cartões-postais do Rio de Janeiro, mas sua beleza contrasta com a degradação ambiental provocada pelo acúmulo de lixo, lançamento de esgoto sem tratamento e abandono de embarcações. Essas ações comprometem a qualidade da água, ameaçam a biodiversidade e impactam diretamente a Cidade Universitária, onde correntes marinhas e ventos transportam resíduos vindos de diferentes pontos da baía. Em dias de chuva, o problema se agrava com o aumento do volume de esgoto e detritos que chegam pelos rios e canais da região metropolitana.

Estudos realizados na Ilha do Fundão apontam variações significativas na qualidade da água, frequentemente comprometida por coliformes fecais e outros contaminantes. A monografia “Análise de Indicadores Microbiológicos de Contaminação Fecal nas Praias da Ilha do Fundão, Rio de Janeiro-RJ, de Laura Maia de Oliveira, desenvolvida no Instituto de Microbiologia Paulo de Góes (IMPG/UFRJ) sob orientação do Prof. Dr. Marco Antônio Lemos Miguel e coorientação de Agnes Maria Cupertino Fernandes Araujo, analisou 58 amostras coletadas entre 2021 e 2024. O trabalho constatou altos níveis de poluição fecal e presença de resíduos sólidos, reforçando a urgência de medidas de saneamento básico e monitoramento ambiental contínuo na Baía de Guanabara.

Grande parte dessa poluição é proveniente dos municípios da região metropolitana do Rio de Janeiro cujos corpos d’água desembocam na Baía de Guanabara, o que explica a chegada de resíduos às margens da Cidade Universitária mesmo quando sua origem está distante da Ilha do Fundão. Essa situação revela não apenas o impacto da poluição, mas também a ausência de infraestrutura de saneamento em várias áreas urbanas.

Poluição na Praia da Amendoeira (Fundos da EEFD) | Foto: COUA/PU

A poluição que atinge o campus é um alerta diário de que a recuperação da Baía de Guanabara é um desafio coletivo. Ao mesmo tempo em que sofre os impactos da degradação ambiental, a UFRJ atua como um espaço de conhecimento e inovação, contribuindo para a construção de soluções sustentáveis. A integração entre pesquisa científica, gestão ambiental e políticas públicas é essencial para que a baía deixe de simbolizar contraste e passe a representar um patrimônio natural, cultural e científico do estado do Rio de Janeiro.

Entre as iniciativas voltadas à recuperação e valorização da orla, destaca-se o Projeto Parque da Orla, concebido em 2055 pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) e pelo Escritório Técnico da UFRJ, e retomado no Plano Diretor UFRJ 2030. O projeto propõe a criação de um espaço de convivência, lazer e educação ambiental voltado para a Baía de Guanabara, integrando a comunidade universitária e o entorno. Ensaios laboratoriais já indicaram potencial de balneabilidade na área, desde que solucionados os problemas de lixo flutuante e tratamento de esgoto. A iniciativa tem relevância ambiental, social e econômica, beneficiando escolas locais, pescadores e empreendimentos da região, além de reforçar o vínculo sustentável entre o campus e o ambiente marinho.

Diversos grupos da UFRJ também realizam pesquisas interdisciplinares sobre a Baía de Guanabara, como estudos sobre microplásticos, vida marinha, transporte de resíduos e monitoramento da qualidade da água. Um exemplo é a rede de pesquisa “Tartarugas Cariocas”, que reúne cientistas da Fiocruz, UFRJ, UFF, FURG, e dos institutos Caminho Marinho e Mar Urbano, no acompanhamento da saúde das tartarugas marinhas. Os resultados indicam uma melhoria gradual na qualidade da água e na condição desses animais, sinalizando que as medidas de despoluição começam a gerar efeitos positivos, embora os desafios persistam, especialmente nas áreas da Baixada Fluminense, que ainda despejam grandes volumes de esgoto e resíduos sólidos na baía.

Outra iniciativa de destaque é o projeto Orla Sem Lixo Transforma, que desenvolve soluções de baixo custo para interceptação e reciclagem do lixo flutuante. O projeto propõe um modelo participativo e replicável, envolvendo a comunidade local na recuperação da orla, restauração ecológica e valorização da pesca artesanal, transformando o problema do lixo em oportunidade de sustentabilidade econômica e ambiental.

Recentemente, durante a ação organizada pela International Coastal Cleanup (ICC BRASIL), foram retiradas quase 6 toneladas de resíduos descartados que chegam do mar e, consequentemente, à orla do campus.

No dia a dia, durante a execução de serviços de manutenção das áreas verdes, os funcionários se deparam com grande quantidade de resíduos contaminados, inclusive perfurocortantes, que são trazidos pela maré a acabam ficando acumulados pela de praia e se espelhando pelas áreas gramadas do entorno. Na medida do possível, esse material é recolhido, principalmente quando atividades de campo são agendadas, visando mitigar riscos aos usuários, visto o grande risco que esses resíduos representam para o uso do Campus.

Ao investir em ensino, pesquisa, extensão e inovação voltadas aos ecossistemas costeiros, a UFRJ reafirma seu compromisso com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), especialmente o ODS 14 – Vida na Água. Essas ações reforçam a visão de que cuidar do mar é mais do que um compromisso acadêmico — é um dever social e um passo essencial para a construção de um futuro mais equilibrado entre a cidade e o oceano.

Projetos:

PU Em Movimento Nº103

Reparo na concertina – Muro na Praça Jorge Machado Moreira – 23/10/2025 – DIMA/CIEU/PU.
Manutenção no Parque da Mata Atlântica Frei Vellozo (Catalão) – 22/10/2025 – Coordenação de Operações Urbano-Ambientais (COUA)/PU.
Manutenção de áreas verdes nos jardins do Instituto de Estudos em Saúde Coletiva (IESC ) – 20/10/2025 – COUA/PU.
Limpeza Urbana – esvaziamento de lixeiras de ponto de ônibus do Centro de Ciências Matemáticas e da Natureza (CCMN) – 23/10/2025 – COUA/PU.
Limpeza Urbana – bueiro na Avenida Horácio Macedo – 23/10/2025 – COUA/PU.
Roçado no Campus da Praia Vermelha – 22/10/2025 – Subprefeitura da Praia Vermelha e Unidades Externas.
Roçado no Campus da Praia Vermelha – 22/10/2025 – Subprefeitura da Praia Vermelha e Unidades Externas.
Varrição no Campus da Praia Vermelha – 22/10/2025 e 23/10/2025 – Subprefeitura da Praia Vermelha e Unidades Externas.
Varrição no Campus da Praia Vermelha – 22/10/2025 e 23/10/2025 – Subprefeitura da Praia Vermelha e Unidades Externas.
Instalação de banner em galhardete – Cidade Universitária – 22/10/2025 – Seção de Manutenção/Administração de Sede/PU.

Dia do Servidor Público

A Prefeitura Universitária parabeniza todos os servidores públicos que, de forma ética e comprometida, trabalham para construir uma sociedade mais justa e igualitária, executando os serviços essenciais para o bem-estar da população.

Neste sentido, o prefeito, Marcos Maldonado, agradece especificamente ao seu quadro técnico pelos esforços em servir à UFRJ com muita competência, eficiência, empatia e humanidade.

Concessionária Águas do Rio realiza reparo emergencial e paralisa o abastecimento de água na Cidade Universitária

A concessionária Águas do Rio informou, no início da tarde desta terça-feira, 21/10/25, que está realizando um reparo emergencial de um vazamento em rede de grande porte no Caju, sendo necessário interromper o fornecimento de água neste bairro, além de Cidade Universitária, Barreira do Vasco e Vila do João (Complexo da Maré) .

A Prefeitura Universitária, em vistoria pelo campus, não constatou, até o momento, desabastecimento nas unidades.

Mesmo assim, a Prefeitura Universitária solicita que as unidades acadêmicas planejem e racionalizem o consumo de água, adiando tarefas que demandem alto consumo até a regularização do fornecimento, previsto para o final da noite de hoje.

Confira abaixo o comunicado:

COMUNICADO ÁGUAS DO RIO – Barreira do Vasco, Caju, Cidade Universitária e Vila do João

A Águas do Rio informa que equipes atuam, nesta terça-feira (21/10), no reparo emergencial de um vazamento em rede de grande porte, no cruzamento da Rua Peter Lund com a Rua Carlos Seidl, no Caju, Região Portuária do Rio. Para a execução do serviço, foi necessário paralisar, temporariamente, a distribuição de água no próprio bairro, na Barreira do Vasco, Vila do João (Complexo da Maré) e Cidade Universitária.

Após a conclusão do reparo, prevista até o final da noite de hoje, o fornecimento será gradativamente retomado nas localidades afetadas. A concessionária orienta os moradores a reservarem a água de cisternas e caixas d’água para uso exclusivo em atividades essenciais, com o adiamento de tarefas que demandam alto consumo, até a regularização do abastecimento.

A Águas do Rio segue à disposição pelo 0800 195 0 195 para ligações gratuitas e mensagens via WhatsApp.