A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) inaugurou nesta segunda-feira (9/3) quatro bancos vermelhos nos campi da Cidade Universitária, na Ilha do Fundão, e da Praia Vermelha. As instalações simbolizam o enfrentamento ao feminicídio e à violência contra as mulheres e passam a integrar uma mobilização nacional promovida pelo Instituto Banco Vermelho (IBV) em parceria com a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes).
Os bancos, posicionados em áreas de grande circulação, trazem mensagens como “Você não está sozinha. Sentar e refletir. Levantar e agir”. A iniciativa busca chamar a atenção da sociedade para a gravidade da violência de gênero e manter viva a memória das vítimas. Segundo dados do Instituto Banco Vermelho, o Brasil é o quinto país do mundo que mais mata mulheres: em média, ocorre um feminicídio a cada seis horas. A mobilização está relacionada à Lei Federal nº 14.942, de 2024, que instituiu o Banco Vermelho como política pública de prevenção à violência contra a mulher.
O reitor da UFRJ, Roberto Medronho, participou das quatro cerimônias de inauguração realizadas ao longo do dia e destacou o significado do gesto simbólico para a universidade e para a sociedade. “É um prazer e uma honra estar neste momento lutando contra o machismo estrutural, contra a misoginia e em favor da vida das mulheres”, afirmou. “A miscigenação deste país foi construída através do estupro de mulheres escravizadas. Temos que erradicar a cultura do estupro da nossa sociedade”, disse Medronho.
A vice-reitora Cássia Turci ressaltou que a adesão da UFRJ à campanha reafirma o compromisso institucional com a defesa da vida e o enfrentamento de todas as formas de violência contra a mulher. “Ao instalar esse símbolo em nossos campi, provocamos uma reflexão cotidiana e necessária sobre o enfrentamento do feminicídio e a construção de uma cultura de paz. Como centro de formação e debate, a universidade tem o dever de ser um farol na conscientização e no acolhimento, transformando a memória e a indignação em ações concretas de prevenção, educação e justiça.”
Cortejo e mobilização cultural
As cerimônias foram acompanhadas por um cortejo formado majoritariamente por mulheres vestidas de vermelho. A ação performática reuniu música, dança e poesia e foi idealizada por professoras da Escola de Educação Física e Dança (EEFD), com participação da ouvidora da Mulher da UFRJ, Angela Brêtas, e da ouvidora-geral, Katya Gualter.
Durante as atividades, também foi distribuída a cartilha “Feminicídio: uma violência evitável”, com informações de conscientização e orientação sobre prevenção e denúncia.
Para Angela Brêtas, a iniciativa tem caráter pedagógico e busca ampliar o debate sobre a violência de gênero.“A intenção é chamar a atenção, de forma mais ampla e impactante, sobre o feminicídio e todas as demais formas de violência contra a mulher. A cor vermelha do banco faz menção ao sangue das mulheres derramado cotidianamente e também funciona como um alerta pela vida. Não podemos naturalizar pequenos gestos violentos e de desrespeito. Os homens precisam ser aliados nesta luta.”
Onde estão os bancos
Na Cidade Universitária, os bancos vermelhos foram instalados em três pontos do campus:
Arena do Centro de Convivência, no Bloco L do Centro de Ciências da Saúde (CCS)
Hall do Bloco A do Centro de Tecnologia (CT) e do Centro de Ciências Matemáticas e da Natureza (CCMN)
Corredor principal da Faculdade de Letras, no Centro de Letras e Artes (CLA)
No campus da Praia Vermelha, o banco foi instalado entre a Escola de Serviço Social e o Instituto de Psicologia.
Expansão da iniciativa
A mobilização continua nesta terça-feira (10/3), com a instalação de mais dois bancos vermelhos em Macaé: no Centro Multidisciplinar e no Instituto de Biodiversidade e Sustentabilidade (Nupem).
A universidade também prevê novas instalações ao longo de março no campus Duque de Caxias e no polo Casa da Pedra, no Cariri, Ceará.
Canais de acolhimento e denúncia
Na UFRJ, mulheres da comunidade universitária que enfrentam situações de violência ou assédio podem procurar a Ouvidoria da Mulher, que oferece atendimento e orientação por diferentes canais:
Plataforma Fala.BR
e-mail: secouvidoria@reitoria.ufrj.br
telefone: (21) 99782-4462
Instagram: @ouvidoriaufrj
A população em geral também pode recorrer à Central de Atendimento à Mulher, pelo telefone 180, serviço do Governo Federal que registra e encaminha denúncias de violência contra a mulher.
Docente chefia Laboratório de Biologia da Matriz Extracelular do Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ | "Reprodução/YouTube/ Programa Roda Viva/TV Cultura
A professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Tatiana Sampaio, cuja pesquisa com a polilaminina tem possibilitado o tratamento de pessoas com lesão medular, participou na segunda-feira, 23/2, do Roda Viva, na TV Cultura. A docente, que é chefe do Laboratório de Biologia da Matriz Extracelular do Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ, respondeu perguntas feitas por jornalistas de diferentes veículos de comunicação e por universitários.
Quem assistiu à entrevista, que marca a estreia do jornalista Ernesto Paglia como apresentador do programa, pôde conhecer como se deu a descoberta da estrutura, que compõe o “colar de pérolas” da ciência brasileira. A expressão foi utilizada pela pesquisadora para facilitar o entendimento da polilaminina, versão sintetizada em laboratório da laminina:
“No laboratório de pesquisa, utiliza-se a laminina, comercializada em potinhos pelas empresas, que precisam fracionar a grande estrutura desta proteína para extraí-la da placenta. A substância é adicionada na cultura celular, na lesão medular no rato, para cultivar seus neurônios. Um dia, estava no laboratório e, de repente, vi uma espécie de colar de pérolas na minha frente. Ao ver o jeito que as “pérolas” (a parte fracionada) se associavam e formavam este colar, passei a ter uma ferramenta para perguntar: será que a pérola tem funções diferentes do colar de pérola? Será que com colar de pérolas, consigo reproduzir no laboratório uma função melhor do que a da pérola sozinha? No laboratório, sim, no rato, sim, e como um medicamento, parece que sim”, explicou.
Durante o programa, questões enviadas pelo público também foram direcionadas à bióloga. Além disso, a cientista acompanhou o depoimento de Bruno Freitas, um dos pacientes que foram beneficiados pelos testes feitos com a polilaminina. Entre os assuntos abordados, estiveram aspectos técnicos e metodológicos da pesquisa, indicações clínicas do uso da substância, judicialização do acesso ao tratamento, divulgação dos estudos e resultados observados, patentes e financiamento científico, exposição midiática e repercussão pública.
Divulgação e popularização científica
Apesar de os inúmeros convites para entrevistas, participação em eventos e homenagens estarem alterando significativamente a normalidade de sua rotina diária, ainda assim a professora da UFRJ tem conseguido extrair os melhores efeitos desta popularidade em benefício do interesse público: “Nunca desejei essa exposição excessiva, mas um efeito colateral benéfico disso é trazer para a cena do debate público o financiamento à pesquisa, a importância da universidade pública, a remoção de entraves burocráticos e o questionamento do quanto o trabalho de pesquisa está sendo valorizado e transferido para impulsionar o desenvolvimento nacional. O Brasil pode avançar muito neste sentido”, ponderou aquela que é considerada, por muitos, como uma “esperança brasileira ao prêmio Nobel”, mas que demonstrou desde o convite até a participação no Roda Viva, um comprometimento com a ciência pública e não com a autopromoção.
O próprio relato de Paglia, logo no início do programa, ilustra a postura da convidada: “Quando entramos em contato pela primeira vez com a doutora Tatiana, ela só nos fez um pedido: que essa entrevista não fosse uma simples sessão de aplausos. Portanto, professora, estamos aqui tentando atender ao seu pedido com perguntas que são cabíveis neste momento”. O compromisso responsável com a popularização da ciência também foi expresso pela preocupação da pesquisadora em informar que as aplicações intramedulares da polilaminina nos pacientes têm sido realizadas pela equipe, que recebeu treinamento para este fim.
Além disso, a professora da UFRJ aproveitou a oportunidade para fazer um alerta para a sociedade sobre tentativas de possíveis golpes, envolvendo a polilaminina: “Os medicamentos experimentais não podem ser cobrados. Ninguém paga pela polilaminina. Ela está sendo doada e fornecida sem custos pelo laboratório Cristália”, esclareceu. Para conferir, na íntegra, a entrevista da professora Tatiana Sampaio, basta acessar o link: https://www.youtube.com/live/74sju-jDe_E?si=AZsBsKnkndh9hzIK.
Uma cerimônia na quarta-feira, 10/12, no campus Praia Vermelha, da Universidade Federal do Rio de Janeiro UFRJ, marcou o início das obras de construção de um prédio acadêmico e de um novo restaurante universitário (RU) no local. As construções fazem parte das contrapartidas firmadas com o Consórcio Bônus-Klefer, previstas no contrato de concessão, por 30 anos, do Canecão. O investimento total será de cerca de R$ 60 milhões.
“Foram anos de construção, de trabalho coletivo, de cada um de nós colocando um tijolinho para que possamos erigir esse grande patrimônio. Não começou nesta gestão. Estou muito emocionado. É um trabalho espetacular, que só mesmo a UFRJ pode construir e deixar como legado não apenas à sociedade, mas ao nosso corpo social. Os novos prédios vão dar conforto e dignidade às questões relacionadas ao ensino neste campus’, disse o reitor da UFRJ, Roberto Medronho.
Cerimônia no campus Praia Vermelha marcou o início das obras | Foto: Moisés Pimentel (SGCOM/UFRJ)
O novo prédio acadêmico contará com uma área construída de aproximadamente 10.000 m², com quatro pavimentos (térreo/pilotis + três andares) e uma cobertura técnica. O prédio vai abrigar 68 salas de aula, além de áreas administrativas, cafeteria, livraria, elevadores, sanitários para PCD e rotas acessíveis, com capacidade para atender cerca de 4.000 pessoas por dia. O acesso vai funcionar pela rua Lauro Müller. A previsão é de que as obras durem 18 meses.
Ilustração do novo prédio acadêmico do campus Praia Vermelha, da UFRJ | Imagem: Divulgação (Consórcio Bônus Klefer)
O novo RU ficará no local onde funcionava a antiga oficina do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF). Ele terá uma área construída de cerca de 1.350 m², com dois pavimentos (térreo técnico + salão superior), além da cobertura. Contará com cozinha, despensas, áreas técnicas, vestiários e refeitório no pavimento superior, plataforma PCD e banheiros acessíveis. O espaço terá capacidade operacional de aproximadamente 2.000 refeições por dia. De acordo com o contrato, o prazo para a conclusão das obras do restaurante é de 14 meses, contando do início da demolição da antiga oficina do CBPF.
Ilustração do prédio do novo RU do campus Praia Vermelha, da UFRJ | Imagem: Divulgação (Consórcio Bônus Klefer)
Além das construções do prédio acadêmico e do RU, o contrato de concessão garante à UFRJ acesso a datas de uso nos espaços do Canecão. O projeto arquitetônico do futuro Complexo Cultural prevê unidades de entretenimento que abrigarão várias atividades, como a grande sala para espetáculos musicais, espaço de exposições, estúdio criativo e o Museu da Música. Serão cinco pavimentos, divididos no subsolo, no térreo e nos três andares. O local também contará com espaços de convivência ao ar livre, com áreas arborizadas.
“O consórcio fica muito feliz em poder ajudar a comunidade acadêmica e transformar um pouco o campus da Praia Vermelha num lugar melhor. Seremos vizinhos da UFRJ, separados por cerca de três metros. O Canecão vai ter um bosque de mais de 3.500 m². Vai ser um espaço de acesso gratuito, controlado, com segurança, comida, bebida e algumas atividades culturais. Queremos que a nossa casa seja uma extensão aqui da UFRJ”, destacou Andre Torós, CEO do consórcio Bônus-Klefer.
Andre Torós, CEO do consórcio Bônus-Klefer, participou da cerimônia no campus Praia Vermelha | Foto: Moisés Pimentel (SGCOM/UFRJ)
O público também será presenteado com um espaço no Canecão dedicado ao ilustrador e escritor Ziraldo, cujo famoso painel será totalmente reformado e preservado pela UFRJ. Será um local de homenagem e reverência, onde seu nome será eternizado e sua influência continuará inspirando gerações. A filha de Ziraldo, Daniela Thomas, e a viúva do ilustrador, Marcia Martins Alves Pinto, estiveram presentes na cerimônia.
“O lançamento da pedra fundamental é uma parte do cronograma, que foi construído lá atrás. Diversos ex-reitores, diversas discussões. Este momento é muito importante, porque a demolição será substituída pela construção dos edifícios mais importantes que a gente pode ter numa universidade, que é um prédio acadêmico e a alimentação estudantil, além da construção do equipamento multicultural do Canecão. É uma nova universidade emergindo aqui”, disse o pró-reitor de Gestão e Governança da UFRJ, Fernando Peregrino.
A Prefeitura Universitária da UFRJ (PU) realizou, no dia 09/12/2025, a entrega dos diplomas aos participantes do curso “Tecnologia no Dia a Dia: Uso do Celular e Cidadania Digital”. O encerramento teve a presença dos servidores públicos alvo do curso e do Prefeito da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Marcos Maldonado. Esta ação foi uma iniciativa do Núcleo de Educação da Prefeitura Universitária, contando com a parceria da Divisão de Desenvolvimento da Pró-Reitoria de Pessoal (PR-4).
Foto: Prefeitura Universitária.
O curso foi criado com o objetivo de auxiliar os trabalhadores da UFRJ que possuem dificuldade para utilizar as funcionalidades do celular. Como conteúdo, foi, também, evidenciado a importância do uso de tecnologia digital nos dias atuais, já que propicia aos indivíduos a ideia de serem autores e propagadores de conteúdo e não só usuários de serviços. Além disso, o curso facilitou a aprendizagem do uso do celular aos servidores da UFRJ que têm necessidade da inclusão digital pelos celulares, visando, desta forma, não excluí-los socialmente do mundo digital.
Foto: Prefeitura Universitária.
Foram vinte e um encontros presenciais, onde cada encontro possuía uma temática ligada ao uso de aparelhos celulares e suas funções. Todo o processo de aprendizagem foi coordenado por Lúcia Nascimento do Núcleo de Educação e contou com as educadoras Jéssica Pêgo e Mônica Nascimento. As aulas, através de apresentação dos conteúdos, vídeos e atividades interativas, agradaram bastante aos participantes que estão ansiosos, aguardando novas oportunidades de formação.
Foto: Prefeitura Universitária
Mais uma vez, a Prefeitura Universitária da UFRJ, sob a gestão do Prefeito Marcos Maldonado, reafirma o seu compromisso com a educação. O uso do celular como ferramenta de comunicação e do acesso à informação é cada vez mais necessário, principalmente, em um mundo digital, onde precisamos estar conectados para desenvolvermos laços sociais, criando, para os indivíduos, independência e autonomia. Dessa maneira, a PU, cada vez mais, se orgulha de acreditar na construção de caminhos educacionais colaborativos com ações educacionais no ambiente de trabalho.
Varrição do campus Praia Vermelha - 03/10/25 - Subprefeitura da Praia Vermelha e Unidades Externas/Prefeitura Universitária
Na semana de 06 a 12 de outubro, o PU Em Movimento chega a sua centésima edição. O informe semanal, criado por sugestão do Prefeito da UFRJ, Marcos Maldonado, em julho de 2023, aborda as diferentes atividades da Prefeitura Universitária (PU) nos diversos campi que compõem a Universidade Federal do Rio de Janeiro. A coluna tem o objetivo de promover a conscientização do corpo social sobre a importância do papel da PU na criação e manutenção de um ambiente funcional que possibilite à UFRJ desenvolver as atividades de ensino, pesquisa e extensão com excelência.
Remanejamento de cabos de energia para poda de árvore – 01/10/25 – Praia Vermelha – Subprefeitura da Praia Vermelha e Unidades Externas/PU
Remoção de palmeira com risco de queda próximo à FUJB – 01/10/2025 – Praia Vermelha – Subprefeitura da Praia Vermelha e Unidades Externas/PU
Pode de árvores no campus Praia Vermelha – 03/10/25 – Subprefeitura da Praia Vermelha e Unidades Externas/PU
Em cem edições, a PU em Movimento tem mantido a comunidade acadêmica ciente das atividades desenvolvidas pela Prefeitura Universitária em prol do bem-estar do corpo social, nas áreas de gestão do ambiente (coleta e do tratamento dos resíduos sólidos, conservação e manutenção das áreas verdes dos campi e limpeza urbana), engenharia urbana ( desenvolvimento de projetos e obras voltadas para a conservação das áreas urbanas, das redes de abastecimento de energia elétrica, água e esgoto, e do mobiliário urbano), mobilidade urbana (gestão e fiscalização dos serviços de transporte integrado da UFRJ e do trânsito no campus Cidade Universitária) e apoio à segurança (serviços de vigilância e monitoramento dos campi por meio do trabalho da Coordenação de Segurança e com o uso de recursos tecnológicos).
Alocação de tampas fabricadas para caixas abertas – 02/10/25 – Divisão de Manutenção Civil Urbana (DIMA) – Coordenação de Infraestrutura Urbana (CIEU)/ PU
A revista semanal é , portanto, um reflexo do trabalho desenvolvido pelos diversos setores que compõem a Prefeitura Universitária, responsáveis por cuidar das áreas comuns e das vias públicas da UFRJ, que registram em imagens o seu cotidiano de atividades de administração dos campi, garantindo a provisão dos serviços necessários à comunidade acadêmica.
Manutenção áreas verdes – IESC- 30/09/2025 – Coordenação de Operações Urbano-Ambientais (COUA)/PU
Manutenção de áreas verdes – NIDES – 03/10/2025 – COUA/PU
Manutenção áreas verdes EEFD – 30/09/2025 – COUA/PU
Visita guiada ao Parque da Mata Atlântica Frei Vellozo( Catalão) – Disciplina EEFD – 01/10/2025 – COUA/PU
O Prefeito da UFRJ, Marcos Maldonado, ressaltou a importância do informativo semanal:
“A revista PU em Movimento divulga para a comunidade acadêmica o trabalho feito pela Prefeitura da UFRJ, que não para nunca. Estamos atentos às necessidades do nosso corpo social e trabalhamos diariamente para executar os serviços que a UFRJ precisa. Para isso, além do trabalho das equipes em campo, criamos diversos canais para facilitar a comunicação entre a sociedade e a PU ( telefone, e-mail, redes sociais, Whatsapp 24h e um sistema eletrônico de chamados em nosso site), que podem ser utilizados por qualquer pessoa para solicitar um serviço, fazer uma reclamação ou tirar uma dúvida. E a revista demonstra publicamente não só o nosso compromisso em responder à comunidade acadêmica de forma rápida e eficiente, mas também a nossa capacidade operacional de estar sempre em movimento para apoiar a maior Universidade Federal do país.
Manutenção da Iluminação Pública – rua Moniz Aragão – 30/09/25 – Divisão de Elétrica Urbana(DIEL)/CIEU/PU
Manutenção da Iluminação Pública – rua Pedro Calmon – 02/10/25 – DIEL/CIEU/PU
Manutenção da Iluminação Pública – Ponte do Saber – 30/09/25 – DIEL/CIEU/PU
Ranking internacional classifica a UFRJ como a quinta melhor universidade da América Latina
Ana Marina Coutinho (SGCOM/UFRJ)
A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) alcançou o posto de quinta melhor instituição de ensino superior da América Latina, de acordo com o ranking da Quacquarelli Symonds (QS), consultoria britânica especializada em educação. O levantamento, divulgado nesta quarta-feira (1°), também destacou outras três universidades brasileiras entre as dez primeiras colocadas da região.
O reitor da UFRJ, Roberto Medronho, comemorou o resultado e ressaltou que a instituição foi a melhor colocada entre as universidades federais do Brasil.
“Estamos muito felizes com o resultado porque enfrentamos muitas dificuldades orçamentárias e muitos problemas infraestruturais. Mas, ainda assim, graças ao empenho, dedicação e competência do nosso corpo de estudantes, servidores e docentes, mantivemos a nota e a mesma posição do ano passado. Isso demonstra que, com mais recursos, certamente subiremos nesse ranking”, afirmou.
Além da UFRJ, a Universidade de São Paulo (USP) ficou em 2° lugar, a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) em 3°, e a Universidade Estadual Paulista (Unesp) em 6°. A USP perdeu o posto de melhor instituição da região, enquanto Unicamp e UFRJ mantiveram suas posições em relação ao ano passado. A Unesp subiu duas colocações.
A Pontifícia Universidade Católica do Chile, em Santiago, lidera o levantamento, que contempla 437 instituições de ensino superior na América Latina e no Caribe. A QS considera como critério a empregabilidade dos alunos, o número de professores por estudante e a reputação acadêmica, entre outros indicadores.
O pró-reitor de Desenvolvimento Universitário da Unicamp, Fernando Sarti, também comemorou o desempenho da instituição. “Já esperávamos ficar entre as cinco melhores. Obviamente que gostaríamos de estar em primeiro. Mas terceiro é bastante honroso”. Ele destaca que o ranking é importante para que a instituição tome decisões e pense em estratégias para se desenvolver.
A Unesp ressaltou a trajetória de crescimento nos últimos anos: “Desde 2022, a universidade vem subindo posições impulsionada pela boa reputação do seu corpo docente, pelo forte engajamento dos seus discentes e pela influência de seus egressos no mercado de trabalho”, afirmou em nota.
O Brasil se destacou no ranking com 26 universidades nacionais entre as 100 melhores da região, seguido por Chile (16) e México (14). Segundo o vice-presidente sênior da QS, Ben Sowter, o desempenho “excepcional” do país está associado à produtividade e ao impacto de suas pesquisas acadêmicas.
“Nos últimos anos, o sistema de ensino superior do país fez avanços importantes em inclusão, acesso e reforma de políticas, enquanto enfrentava desafios persistentes em taxas de conclusão e qualidade”, avaliou.
Apesar do bom desempenho nos indicadores de pesquisa, o Brasil ainda enfrenta dificuldades no critério reputação entre empregadores – apenas a USP figura entre as dez melhores da região nesse quesito. Entre as 26 universidades brasileiras no top 100, seis subiram de posição, 13 caíram e sete mantiveram a mesma colocação.
Apresentação artística da Companhia Folclórica do Rio UFRJ, no salão nobre do Fórum de Ciência e Cultura, no Flamengo, durante a cerimônia de celebração dos 105 anos da UFRJ | Foto: Aní Coutinho (SGCOM/UFRJ)
O salão nobre do Fórum de Ciência e Cultura (FCC), no Flamengo, foi palco da cerimônia de celebração dos 105 anos da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), na segunda-feira, 8/9. Pública, centenária e respeitada internacionalmente, a UFRJ foi a primeira universidade criada pelo Governo Federal, em 1920.
A solenidade contou com a presença do reitor, Roberto Medronho, e da vice-reitora, Cássia Turci, além de servidores, estudantes, ex-reitores, políticos e representantes de instituições sociais. Uma apresentação do coral Brasil Ensemble, da UFRJ, abriu a cerimônia e emocionou o público presente.
Coral Brasil Ensemble, da UFRJ, durante a cerimônia, com direção artística da professora Maria José Chevitarese e regência de Feliciano de Castro | Foto: Aní Coutinho (SGCOM/UFRJ)
“A universidade hoje é um dos principais motores de transformação social em nosso país. E é esse papel que gostaria de reiterar. Devemos prosseguir nesse caminho, sempre nos questionando sobre como podemos continuar contribuindo para mudar essa realidade social, tornar este mundo mais justo, mais fraterno, mais igualitário, mais sustentável e mais saudável. E a UFRJ tem papel de ponta nesse caminhar”, afirmou o reitor, Roberto Medronho.
Na mesa de abertura, dois vídeos produzidos pela Escola de Comunicação (ECO) da UFRJ e pelo FCC mostraram um pouco da história da instituição. A celebração dos 105 anos marca não apenas uma história de resistência, dedicação à produção de conhecimento e formação de profissionais, mas também de conquistas. “Apesar de todas as adversidades, a UFRJ segue reconhecida nacional e internacionalmente como uma das melhores universidades do Brasil e da América Latina, ocupando os primeiros lugares nos rankings acadêmicos e científicos. Nossa excelência mostra que resistir não é apenas sobreviver; é inovar, liderar e transformar”, disse a coordenadora do FCC, a professora Christine Ruta.
Mesa de abertura da cerimônia em comemoração dos 105 anos da UFRJ | Foto: Aní Coutinho (SGCOM/UFRJ)
“Nós temos hoje 175 cursos de graduação, 136 programas de pós-graduação e mais de 2.000 ações de extensão universitária. Estamos trabalhando ativamente. Espero que todos que compõem o corpo social da UFRJ sintam orgulho, e que a gente possa, um dia, pensar que ajudou a transformar este país em um país ainda melhor para se viver. Um país onde as pessoas tenham esse sentimento de pertencimento, porque eu acho que a gente precisa trabalhar com o bem-estar da nossa população, o bem-estar de todas as pessoas que fazem parte desta comunidade”, destacou a vice-reitora, Cássia Turci.
Reitor Roberto Medronho e Nelson Maculan Filho, reitor da UFRJ entre 1990 e 1994 | Foto: Aní Coutinho (SGCOM/UFRJ)
Para relembrar histórias marcantes dos 105 anos da instituição e refletir sobre o futuro da UFRJ, foi realizado durante a cerimônia o “Vozes da UFRJ ‒ 105 anos em diálogo”, onde o reitor, Roberto Medronho, conversou com Nelson Maculan Filho, reitor da Universidade entre 1990 e 1994. ACompanhia Folclórica do Rio UFRJ encerrou a celebração com uma apresentação no salão nobre do FCC, que contou com a participação do público presente.
Texto do PDI UFRJ 2025-2029 foi aprovado pelo Consuni em maio deste ano | Foto: SGPI/UFRJ
A centenária Minerva também tem seu olhar de vanguarda. Trata-se do Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) 2025-2029, instrumento de planejamento estratégico e gestão, elaborado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Um dos motivos para estar a par do documento, já disponível para consulta pública, é que ele serve como referência para viabilizar os processos de avaliação, credenciamento e recredenciamento das instituições de educação superior no sistema federal de ensino.
Além disso, o documento também funciona como um norteador para que a Universidade alcance as metas e os objetivos planejados para o referido quinquênio nas áreas de ensino, pesquisa, extensão, administração e desenvolvimento institucional. O plano inclui diferentes elementos fundamentais para a compreensão das diretrizes da UFRJ, além das características centrais, que permitem conhecer a instituição em sua complexidade.
Futuro institucional em 11 pontos
Conforme destaca a superintendente-geral de Planejamento Institucional (SGPI), Maria de Fátima Bruno de Faria, dada sua relevância para os rumos da UFRJ, o PDI 2025-2029 deve ser objeto de atenção de toda a comunidade universitária. Composto por 11 capítulos, o documento traz, por exemplo, informações como perfil institucional; estrutura da Universidade e suas respectivas instâncias de decisão; Projeto Pedagógico Institucional; Ensino a Distância (EaD); perfis dos servidores que atuam na UFRJ; cronograma de implementação de novos cursos e de atividades de extensão; principais políticas da gestão da UFRJ (Políticas Estudantis, de Ações Afirmativas, de Diversidade e de Acessibilidade); Políticas de Planejamento, de Gestão e Governança (gestão de pessoas, financeira, de riscos); infraestrutura física e instalações acadêmicas; autoavaliação institucional (forma como a Comissão Própria de Avaliação da UFRJ atua); Plano Estratégico Institucional (PEI) e mapa estratégico, painel de metas, entre outros.
A Superintendência-Geral de Planejamento Institucional (SGPI), vinculada à Pró-Reitoria de Planejamento, Desenvolvimento e Finanças (PR-3) da UFRJ, é responsável por coordenar as unidades da Administração Central na criação do texto do PDI e na definição dos objetivos estratégicos e projetos, que são a forma de viabilizar o alcance desses propósitos:
“A SGPI define diretrizes, com base na legislação, traça metodologias para construção, revisão, monitoramento e avaliação do PDI. Além disso, organiza mecanismos de participação social que possam contar com toda a comunidade acadêmica e traça estratégias diversas para que todos esses processos sejam participativos, contemplem inovações e sejam disseminados pela Universidade”, explica Maria de Fátima.
PDI tem história
O Plano de Desenvolvimento Institucional 2025-2029, assim como o Plano Estratégico Institucional (PEI), foram aprovados pelo Conselho Universitário da UFRJ (Consuni) em 22/5. Mas a construção do planejamento do PDI atual começou ainda na vigência do anterior, em novembro de 2024. Na ocasião, a SGPI, em diálogo com a Comissão de Elaboração do PDI, identificou a necessidade de reformular o documento para o próximo ciclo. A mudança foi motivada pela necessidade de um documento mais acessível para debate da comunidade acadêmica, com redução do número de páginas e capacidade de atingir todos os públicos.
No entanto, até chegar a esse ponto é preciso frisar que a implementação do PDI UFRJ teve uma história. De acordo com o diretor de Planejamento Institucional, Fernando Guimarães Pimentel, apesar das tentativas anteriores de se deferir o referido instrumento na Universidade, foi apenas em 2019, a partir da criação da SGPI, que se aprovou no Consuni, em 2020, o primeiro PDI:
“Foi uma decisão estratégica, a fim de possibilitar a elaboração do PDI e demais ações relacionadas às estratégias institucionais, haja vista a extrema relevância para a disseminação da cultura de planejamento na UFRJ e para o credenciamento de cursos e recredenciamento institucional. Isso significa que as informações postadas no e-MEC por nossa procuradora educacional institucional devem estar contidas no PDI e são dados essenciais para cumprir adequadamente os trâmites exigidos pelo Ministério da Educação. Para fazermos esse alinhamento, trabalhamos em articulação com a procuradora ”, afirma.
Maria de Fátima Bruno de Faria(de blusa preta) e Fernando Pimentel (de verde), junto com a equipe da SGPI | Foto: SGPI/UFRJ
Juntos pela cultura de planejamento
A totalidade dos trabalhos, que permite a confecção do Plano de Desenvolvimento Institucional da UFRJ, é fruto de uma ação conjunta. Foi assim quando o documento precisou ser reformulado para assumir a atual feição. Oito grupos foram formados para discutir os seguintes temas: estrutura do novo PDI; consulta pública; Plano Plurianual (PPA) e indicadores dos objetivos estratégicos; metodologia do Plano de Desenvolvimento das Unidades (PDU); definição das etapas e regras para a escrita e formatação dos materiais que integram o PDI; Projeto Pedagógico Institucional (PPI); PDI e sustentabilidade e estratégias de comunicação do PDI.
Grupos temáticos, oficinas, consulta e audiências públicas para compor o novo PDI | Foto: SGPI/UFRJ
Houve, ainda, duas etapas do processo da participação social na construção do Plano 2025-2029. Na primeira, foram realizadas audiências públicas nos quatro grandes campi da UFRJ: Cidade Universitária, Praia Vermelha, CM UFRJ-Macaé e Duque de Caxias. “O que queremos para a UFRJ em um futuro próximo? Quais ações a Universidade poderia desenvolver para isso?” Essas questões foram respondidas por estudantes, técnicos-administrativos em educação (TAEs) e professores em um formulário on-line. A segunda etapa consistiu em uma consulta pública à comunidade acadêmica, na qual foram apresentados os pontos fortes e fracos elencados pela Administração Central durante a análise ambiental.
Conforme reforça Pimentel, a natureza coletiva da confecção do PDI está igualmente presente nas seguintes circunstâncias: planejamento e comprometimento interno da equipe da SGPI; elaboração de textos pelos representantes de todos os setores da Administração Central, solicitados pela referida Superintendência; discussão das estratégias para o período de vigência do Plano. Além disso, as propostas são apresentadas à Comissão de Elaboração do PDI para sugestões e submetidas para discussão com o pró-reitor e à aprovação da Reitoria para que possam ser implementadas:
“Durante as variadas etapas de um trabalho tão grande como esse, o que mais chamou a atenção foi o entusiasmo das pessoas em desejar participar de algum modo do PDI 2025-2029, o reconhecimento do trabalho por parte de todos que assistem a nossas apresentações e a legitimidade dos documentos junto aos órgãos de controle. Outro destaque é ver o Plano deixando de ser um documento e passando a ser algo vivo em que o pensar estrategicamente ganha corpo a cada dia”, avalia Pimentel.
Ações integradas na prática
Como ocorre na prática a contribuição dos vários setores da Administração Central no texto do PDI? “Contribuímos para o PDI com dados, propostas e metas referentes à parte que se refere à PR-1. Considero o Plano de Desenvolvimento Institucional um instrumento de planejamento estratégico fundamental para a gestão da Universidade, em que cada instância tem compromissos, metas e diretrizes que devem ser alcançadas dentro do período de vigência”, afirma a pró-reitora de Graduação da UFRJ. Maria Fernanda Quintela também enfatiza e exemplifica a experiência da PR-1 com as realizações conjuntas:
“Muitas diretrizes e ações são integradas entre as instâncias organizacionais na Universidade e são fundamentais para o sucesso de algumas metas da Política Institucional. Metas que são atingidas com diversas ações e realizadas em parceria, como, por exemplo, a questão da política de inclusão. O acesso, o número de vagas nos cursos, os editais e a consolidação desse processo são de responsabilidade da PR-1, já os critérios de inclusão são de responsabilidade da Superintendência-Geral de Ações Afirmativas, Diversidade e Acessibilidade (Sgaada)”.
Construção coletiva reforçada na confecção do PDI UFRJ – 2025-2029 | Foto: SGPI/UFRJ
Uma referência em PDI
Atualmente, a equipe da SGPI está implementando os projetos estratégicos, que são o conjunto de ações responsáveis para o cumprimento dos objetivos estratégicos. Os próximos passos serão as etapas de monitoramento, com a emissão de relatórios, objetos de análise pelo Comitê Interno de Governança (Cigov-UFRJ), assim como a avaliação de todas as ações. Em relação à avaliação, a superintendente-geral de Planejamento Institucional ponderou sobre o processo que resultou no documento final do PDI UFRJ 2025-2029:
“A UFRJ passa a ser uma referência em termos de PDI com as novas ações que têm realizado. Dessa forma, destaco a importância do PDI como estratégia para disseminação de temas transversais de extrema relevância social e agradeço a todos os envolvidos na construção do futuro da UFRJ: o reitor e a vice-reitora, a Administração Central, a Comissão de Elaboração do PDI, os integrantes dos Grupos Temáticos, os servidores da SGPI e os estudantes, técnicos e professores, que contribuíram com críticas e sugestões nas audiências e consultas públicas”, atestou Maria de Fátima de Faria.
Os textos completos do PDI UFRJ 2025-2029 e do PEI UFRJ 2025-2029 podem ser acessados no site pdi.ufrj.br.
Em um dos critérios de avaliação, o de qualidade da educação, a UFRJ aparece como a melhor do Brasil | Foto: Ana Marina Coutinho (SGCOM/UFRJ)
A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) foi considerada a segunda melhor instituição de ensino superior do Brasil de acordo com um levantamento realizado pelo Center for World University Rankings (CWUR). Foram avaliadas 21.462 instituições em 94 países.
O CWUR publica o ranking desde 2012, tendo como critérios a qualidade da educação (25%), empregabilidade (25%), qualidade do corpo docente (10%) e produção científica (40%). Na edição 2025, foram analisados 74 milhões de pontos de dados baseados em resultados.
A UFRJ subiu 70 posições no ranking em comparação com o último levantamento, passando do 401º lugar para o 331º. A Universidade de São Paulo (USP) ficou com a primeira colocação, 118º lugar, considerada também a melhor instituição da América Latina, à frente da Universidade Nacional Autônoma do México (282ª), da UFRJ (331ª) e da Unicamp (369ª). São 53 universidades brasileiras listadas entre as 2.000 melhores instituições de todo o mundo.
Em um dos critérios de avaliação, o de qualidade da educação, a UFRJ aparece como a melhor do Brasil e em 504º lugar no ranking mundial. O indicador mede o número de ex-alunos que receberam distinções acadêmicas, em relação ao tamanho da universidade.
Para o reitor da UFRJ, Roberto Medronho, os resultados poderiam ser ainda melhores se a Universidade tivesse o orçamento adequado, pois o atual é insuficiente para financiar projetos de pesquisa e auxílios a estudantes e pesquisadores.
”Certamente teríamos muito mais possibilidade de estar ainda mais à frente neste ranking. A carência de recursos faz com que a gente tenha uma dedicação redobrada para devolver para a sociedade o melhor que a gente pode. Aqui se ensina porque se pesquisa, esse é o lema da UFRJ. E é assim que o conhecimento avança e soluciona os problemas que surgem”, afirmou Medronho.
A situação orçamentária, segundo o reitor, também deve ser levada em conta ao se comparar a UFRJ com outras instituições. O estado de São Paulo, por exemplo, destina recursos do ICMS para as universidades. No nosso caso, grande parte do orçamento da UFRJ não chega diretamente para a universidade.
“Nosso orçamento é federal, engessado. Grande parte do orçamento é para pagar o corpo de servidores, de pensionistas e aposentados. A gente não tem governabilidade nisso. Só recebemos mesmo o orçamento do nosso custeio, ainda assim, aquém do que necessitamos. Como temos um corpo docente, discente e técnico de excelência, conseguimos financiamento de fora”, explicou o reitor.
No contexto global, a Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, aparece na liderança do ranking, seguida por outras duas instituições norte-americanas, MIT e Stanford, e pela britânicas Cambridge e Oxford.
Vice-reitora da UFRJ, Cássia Curan Turci, recebe premiação na 6a edição do Prêmio “Os Mais Amados do Rio” | Foto: Reginaldo Teixeira/Veja Rio
Pela terceira vez consecutiva, a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) conquista o 1º lugar na categoria educação de “Os Mais Amados do Rio”. A UFRJ foi a universidade mais votada na 6a edição do prêmio promovido pela Revista VEJA, que revela lugares, marcas e serviços preferidos dos cariocas. Em menos de 20 dias, 10.000 pessoas escolheram seus favoritos em 50 setores relacionados à vida cotidiana. O levantamento on-line foi realizado pela plataforma MindMiners. A UFRJ teve 24,7% dos votos, seguida pela PUC-Rio com 19,7% e pela UERJ com 14%.
A entrega do prêmio, que tem apoio institucional da Secretaria de Turismo e do Governo do Rio de Janeiro, aconteceu no último dia 15/4, no Hotel Fairmont, em Copacabana. Os nomes dos contemplados em 2025 foram anunciados pelos apresentadores da cerimônia, Fernanda Thedim, editora-chefe da revista, e Bruno Chateaubriand, jornalista e colunista da publicação. No ano passado, com 22,4% dos votos, a UFRJ também foi a favorita no resultado da pesquisa, que definiu os ganhadores da 5a edição do prêmio.
Por dois anos seguidos, a placa destinada à Universidade foi recebida pela vice-reitora da UFRJ, Cássia Curan Turci, que expressa o significado desse reconhecimento em meio a um contexto de inúmeros desafios.
“Fiquei muito feliz em receber este prêmio em nome da Reitoria da UFRJ. Apesar de todas as dificuldades que vivemos, a população do Rio de Janeiro reconhece a nossa centenária instituição como uma das melhores do Rio de Janeiro. A Minerva está comprometida com a formação de cidadãos. Temos feito um esforço enorme para que a UFRJ se destaque e atenda ao seu principal objetivo, que é uma educação de qualidade para todas as pessoas que habitam não apenas na cidade e no estado do Rio de Janeiro, mas em todas as partes do Brasil e às vezes do mundo, porque a UFRJ recebe também muitos estudantes estrangeiros”, comemora.