Celebrado em 7 de novembro, o Dia da Floresta e do Clima chama atenção para a importância da vegetação na regulação térmica do planeta e no equilíbrio ambiental das cidades. As florestas, sejam elas extensas áreas naturais ou pequenos fragmentos urbanos, desempenham papel fundamental na absorção de carbono, na manutenção da umidade do ar e na redução da temperatura. Em tempos de aquecimento global, o verde é uma das principais ferramentas de adaptação e mitigação climática.
No Rio de Janeiro, uma das capitais mais quentes do país, o aumento das ilhas de calor urbanas é um desafio crescente. Regiões densamente edificadas, com pouca arborização e grandes superfícies pavimentadas, chegam a registrar temperaturas até 7°C superiores às de áreas arborizadas. Na Cidade Universitária, a Prefeitura Universitária (PU) atua diretamente para enfrentar esse fenômeno, promovendo o manejo e a ampliação das áreas verdes do campus, o plantio de árvores e o cuidado contínuo com a cobertura vegetal.
Essas ações estão alinhadas ao Plano Diretor Ambiental Paisagístico da Cidade Universitária (PDAP, 2017), que estabelece diretrizes para a conservação da flora e o ordenamento ambiental da Ilha do Fundão. O plano define estratégias para a criação de corredores ecológicos, o sombreamento de vias, o plantio de espécies nativas e o aumento da permeabilidade do solo, reduzindo a temperatura local e melhorando o conforto térmico dos usuários. A Prefeitura Universitária coordena esses esforços, transformando o campus em um espaço modelo de urbanismo sustentável e resiliência climática.

Ampliando essa pauta, o Plano Diretor da UFRJ (PD2030, 2023) e a Política de Sustentabilidade e Educação Regenerativa da UFRJ (SER/UFRJ, 2025) contêm diretrizes alinhadas com os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da ONU (ODS, 2017), que fortalecem a necessidade de integrar a sustentabilidade às dimensões acadêmica, administrativa e territorial da universidade. Esses instrumentos orientam a adoção de práticas de planejamento ecológico, gestão eficiente de recursos, mobilidade sustentável, redução de emissões e incentivo à pesquisa aplicada em soluções regenerativas. Ao consolidar políticas institucionais voltadas à transição climática e à valorização da biodiversidade, a UFRJ reafirma seu papel como referência nacional na construção de um campus mais verde, inclusivo e comprometido com o futuro do planeta.
A UFRJ, por sua vez, contribui com o debate global sobre clima e sustentabilidade através de sua produção científica e da participação em redes de pesquisa que dialogam diretamente com as discussões da COP30, conferência do clima da ONU que será sediada em Belém do Pará em novembro de 2025. Pesquisas em energia renovável, gestão urbana e mitigação das mudanças climáticas fazem parte do compromisso da universidade com as metas do Acordo de Paris e com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
As florestas e áreas verdes da Cidade Universitária cumprem funções que vão além da estética: elas filtram o ar, abrigam fauna, favorecem a drenagem das águas pluviais e proporcionam bem-estar. Manter e ampliar essas áreas é uma estratégia essencial diante dos efeitos do aquecimento global. Cada árvore plantada representa um investimento no futuro, um gesto concreto de ciência, gestão pública e responsabilidade ambiental.

