















A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) definiu novas medidas para reforçar a segurança nos estacionamentos da Cidade Universitária. As ações incluem ampliação do efetivo de vigilantes, melhoria da iluminação e reorganização do monitoramento por câmeras. As decisões foram tomadas em reunião realizada na segunda-feira (6/4), no gabinete do reitor Roberto Medronho, após relatos recentes de arrombamentos de veículos, especialmente no entorno do Centro de Tecnologia (CT).
O encontro reuniu representantes da Reitoria, da Prefeitura Universitária e das pró-reitorias responsáveis pela gestão administrativa, além de dirigentes do CT, do Centro de Ciências da Saúde (CCS) e do Centro de Ciências Matemáticas e da Natureza (CCMN). A iniciativa dá continuidade a providências já adotadas nos últimos dias.
No curto prazo, será ampliado o número de vigilantes vinculados ao contrato com empresa terceirizada, com reforço da presença ostensiva nos estacionamentos e áreas de circulação, sobretudo à noite. Também estão previstas intervenções para melhorar a iluminação e a visibilidade em pontos estratégicos, no âmbito dos contratos vigentes de manutenção.
As medidas respondem a uma preocupação crescente da comunidade acadêmica diante de ocorrências recentes, concentradas principalmente no período noturno. Os registros indicam um padrão de arrombamentos de veículos, com quebra de vidros e subtração de objetos.
No médio prazo, a universidade avalia ajustes nos contratos para dar mais agilidade às ações de manutenção urbana. Também está em andamento a implantação gradual de cancelas nos estacionamentos, associada à adoção de rondas específicas para reforçar o controle de acesso.
“As novas ações têm como objetivo garantir melhores condições de segurança para toda a comunidade universitária”, afirmou Medronho. Segundo ele, as medidas foram definidas a partir do diálogo com as unidades mais afetadas. “Já começamos a ampliar a vigilância e a contratar, de forma emergencial, o serviço de parqueamento, com equipes circulando continuamente para inibir arrombamentos.”
O uso de drones também integra o conjunto de ações. “Os drones já estão em operação para monitorar os estacionamentos, e vamos implantar cancelas em todos esses espaços para ampliar a segurança”, acrescentou o reitor. A Universidade já mantém articulação com órgãos de segurança pública para reforçar a proteção no campus.
O prefeito da Cidade Universitária, Marcos Maldonado, destacou que as medidas incluem intervenções na infraestrutura e no controle dos estacionamentos. “Estamos melhorando a iluminação e avançando na contratação do parqueamento, com equipes em circulação constante, inclusive com apoio de motopatrulhamento, para coibir arrombamentos”, afirmou. Segundo ele, também estão em andamento serviços de manutenção viária no entorno do CCS e a preparação para instalação de cancelas eletrônicas.
Maldonado ressaltou ainda a atuação conjunta com as forças de segurança. “Estamos trabalhando com o 17º Batalhão da Polícia Militar e a 37ª Delegacia para estruturar um cinturão de segurança na Cidade Universitária. A Divisão de Segurança ampliou sua presença nos estacionamentos até o fim das atividades noturnas”, disse.
A UFRJ orienta que todas as ocorrências sejam formalmente registradas, o que contribui para o mapeamento das áreas mais vulneráveis e o direcionamento das estratégias de prevenção. As medidas buscam ampliar as condições de segurança no campus e responder às demandas da comunidade universitária.


























Veja aqui a matéria publicada no site Conexão UFRJ.
Capivaras caminham tranquilamente pelas trilhas, saguis saltam entre as árvores e aves sobrevoam a Baía de Guanabara. A cena pode surpreender quem chega pela primeira vez, mas faz parte do cotidiano de quem circula pela Cidade Universitária da UFRJ, na Ilha do Fundão. Entre manguezais, trechos de mata e áreas verdes, o campus ainda preserva vestígios do antigo arquipélago que deu origem à região.
A proposta de criação da Cidade Universitária, apresentada em 1945, transformou profundamente o território. Um amplo projeto de aterro unificou oito ilhas, abrindo espaço para a construção de prédios, avenidas e centros de pesquisa. Mesmo assim, parte da natureza original resistiu às mudanças e continua a sustentar a diversidade de fauna e flora que encontram abrigo e alimento no campus.
Hoje, o Fundão funciona como um verdadeiro laboratório a céu aberto. Ali, a história do território se cruza com a produção científica e iniciativas de preservação ambiental, mostrando que a biodiversidade não apenas resiste, mas segue inspirando pesquisas e ações de conservação.
Do arquipélago ao campus
Até meados do século XX, a região onde hoje está a Cidade Universitária era um arquipélago formado por oito ilhas — cinco menores, Baiacu, Cabras, Catalão, Pindaí do França e Pindaí do Ferreira, e três maiores, Sapucaia, Bom Jesus e Fundão. Entre 1949 e 1952, as ilhas foram unificadas por meio de um amplo projeto de aterro que viabilizou a construção do campus da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Décadas depois, no entanto, a natureza voltou a ocupar parte desse espaço. Até 2025, mais de duzentas espécies foram registradas na região pelo servidor e ambientalista Alfredo Heleno de Oliveira, que monitorou a área por anos.
Segundo Vera Rodrigues, coordenadora de Operações Urbano-Ambientais da Prefeitura Universitária, é comum observar capivaras, teiús, cobras, saguis, borboletas, calangos e gambás circulando pelos arredores do campus. Em algumas ocasiões, surgem aparições mais incomuns, como a recente presença de um jacaré, que chamou a atenção da comunidade acadêmica.
Vera destaca que, embora a Cidade Universitária tenha sido criada a partir do aterro de oito ilhas, essa é uma alternativa que atualmente não seria escolhida para a construção de um campus universitário. Para mitigar os impactos das expansões, desde a concepção do primeiro Plano Diretor houve a preocupação de garantir áreas de preservação.
Entre as principais estratégias está a preservação do Catalão, uma das oito ilhas unidas para a construção do campus. A área de 17 hectares é dedicada à preservação ambiental e, em 1997, foi criado o Parque da Mata Atlântica Frei Vellozo, onde estão presentes espécies vegetais do bioma da Mata Atlântica — de ecossistemas de floresta ombrófila, restinga e manguezal — que favorecem a presença de fauna. Além da função ecológica, o espaço é aberto para atividades de ensino, pesquisa e extensão.
Por abrigar uma extensa área com fauna e flora remanescentes do antigo arquipélago, o campus do Fundão consolidou-se como um importante campo para pesquisas sobre biodiversidade. Ao longo dos anos, diferentes projetos voltados ao estudo e à preservação ambiental surgiram na Cidade Universitária. Parcerias entre a UFRJ e instituições públicas e privadas também têm destinado recursos a pesquisas e iniciativas socioambientais, fortalecendo ações voltadas à diversidade ecológica do campus.
Um desses projetos é o IlhaViva, vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Design da Escola de Belas Artes. A iniciativa foi concebida no âmbito do Programa de Pós-Graduação em Design Visual (PPGD), em parceria com a L’Oréal, empresa instalada no Parque Tecnológico da UFRJ.
O projeto foi estruturado sob a coordenação das professoras Ana Karla Freire de Oliveira e Madalena Ribeiro Grimaldi, articulando pesquisa acadêmica, design e sustentabilidade a partir das especificidades ambientais da Cidade Universitária.
O IlhaViva desenvolveu um inventário de biodiversidade com base em sete excursões de campo. A identificação e a catalogação das espécies foram realizadas pela equipe do curso de Biologia, com apoio de especialistas e consultas a coleções biológicas de referência e à literatura científica.
O levantamento registrou espécies típicas de manguezal, restinga e Mata Atlântica, incluindo invertebrados, peixes, répteis, aves e mamíferos — entre eles o sagui híbrido, o sabiá-laranjeira, insetos predadores, borboletas e o caranguejo Minuca rapax. Também foram identificados peixes de relevância pesqueira, como a tainha e a sardinha-brasileira, importantes para as comunidades locais. Em 2022, mais de 100 espécies de fauna e flora foram registradas na Ilha do Bom Jesus.
O projeto atuou durante um ano exclusivamente na Ilha do Bom Jesus, localizada no interior da Baía de Guanabara. A área abriga um ecossistema rico e diverso; no entanto, o estuário costeiro sofre pressões decorrentes do grande aporte de resíduos sólidos, do lançamento de esgotos domésticos não tratados e da presença constante de poluentes — fatores que impactam a biodiversidade local.
Como parte da iniciativa, foi criado o site IlhaViva, que reúne o catálogo de registros produzidos pelos pesquisadores, com imagens, áudios e ilustrações sobre a biodiversidade da Ilha do Bom Jesus. A plataforma busca ampliar o acesso às informações, estimular a conscientização ecológica e reforçar a importância da preservação das espécies remanescentes na região.
Os desafios da preservação
A professora Madalena Grimaldi explica que a poluição da Baía de Guanabara tem provocado impactos significativos sobre a ilha e sua biodiversidade. Entre os principais fatores estão o descarte inadequado de resíduos sólidos, o lançamento de efluentes e a contaminação do solo e dos corpos d’água adjacentes. Esses processos contribuem para a degradação dos ecossistemas locais, comprometem a qualidade ambiental e podem levar à redução da diversidade biológica, ao declínio de espécies sensíveis e à alteração das interações ecológicas.
O enfrentamento da degradação ambiental também figura entre os principais desafios da Prefeitura Universitária. Vera Rodrigues destaca que, no campo da proteção e da melhoria da biodiversidade, uma das prioridades é a mitigação de passivos ambientais — especialmente aqueles relacionados aos resíduos que afetam a Baía de Guanabara e a orla do campus. Somam-se a isso limitações estruturais, como o dimensionamento insuficiente do quadro técnico para atender plenamente às demandas ambientais e a restrição de recursos que impactam a universidade pública.
Mesmo diante desses desafios, diferentes iniciativas conduzidas por pesquisadores da UFRJ buscam contribuir para a preservação ambiental na Cidade Universitária. Entre elas está o projeto Orla Sem Lixo, que propõe soluções de baixo custo para a interceptação e reciclagem de resíduos flutuantes. Outra frente de atuação é o projeto de Restauração de Restinga, voltado à recuperação da vegetação costeira e ao fortalecimento dos ecossistemas associados à orla do campus.
A história do campus universitário também é marcada por transformações profundas no território. Parte dos habitats naturais que originalmente abrigavam a biodiversidade foi suprimida ou modificada em decorrência do desmatamento e da implantação de construções, resultando na perda e na fragmentação de ambientes essenciais para diversas espécies da fauna e da flora.
Ainda assim, a biodiversidade resiste na antiga área insular e segue presente no cotidiano da Cidade Universitária e reforça a importância da atuação da comunidade acadêmica na preservação desse patrimônio natural.
* Texto escrito por Karen Monteiro sob a supervisão da jornalista Pâmella Cordeiro
A respeito de matéria publicada pelo jornal Bom Dia Rio , em 23/03/2026, a Prefeitura Universitária (PU) reitera que os episódios recentes de furto e tentativa de furto na Cidade Universitária refletem o grave cenário de segurança pública enfrentado pelo estado do Rio de Janeiro, sobre o qual cabe, constitucionalmente, o estado do Rio de Janeiro atuar através de suas forças policiais.
As especificidades da Cidade Universitária impõem desafios adicionais à questão da segurança. Inserida na Região Metropolitana, em uma área marcada por desigualdades sociais, a Ilha do Fundão possui cerca de 5,2 milhões de m² de extensão, perímetro totalmente aberto, conexão com importantes vias de acesso e circulação estimada de aproximadamente 120 mil pessoas por dia — fatores que tornam a gestão da segurança ainda mais complexa e sensível.
Entretanto, comprometida com a segurança, o bem-estar e a integridade de seu corpo social, a Universidade Federal do Rio de Janeiro, por meio da Prefeitura Universitária, tem atuado de forma complementar, apoiando as forças de segurança pública. Entre as ações em curso, destacam-se investimentos em câmeras de vigilância e monitoramento, modernização do sistema de iluminação com tecnologia LED, além da intensificação dos serviços de limpeza e manutenção das áreas verdes.
Em relação aos recentes casos de furto e tentativa de furto no estacionamento do Centro de Ciências da Saúde (CCS), mencionados na reportagem, a Prefeitura Universitária informa que vem atuando em parceria com a Decania do CCS na busca de soluções para o problema de segurança nesses espaços.
Entre as medidas propostas, destacam-se intervenções no controle de acesso, melhoria da iluminação, cercamento da área e reforço da vigilância. Ressalta-se que já estão em andamento os projetos para a instalação de cancelas eletrônicas com identificação de placas de veículos nos estacionamento, bem como a aquisição, instalação e manutenção de novas câmeras de monitoramento no campus.
Nesta segunda-feira, o prefeito universitário, Marcos Maldonado, reuniu-se com representantes do 17º Batalhão da Polícia Militar, responsável pelo patrulhamento na Cidade Universitária, para solicitar o reforço do policiamento na região, com vistas à ampliação da segurança da comunidade acadêmica.
A Prefeitura Universitária reafirma seu compromisso com a segurança da comunidade acadêmica e seguirá atuando em articulação com os órgãos competentes, de modo a alinhar estratégias de prevenção e fortalecer as ações combate à criminalidade.

É imprescindível que as vítimas ou testemunhas de casos de violência realizem o registro da ocorrência na Coordenação de Segurança (Diseg) – e também na Delegacia de Polícia Civil – a fim de consolidar a mancha criminal e orientar o patrulhamento das vias no campus. O registro das ocorrências permite que sejam consolidadas estatísticas criminais, que identificam as áreas que necessitam de maior atenção.
Para tanto, a Prefeitura Universitária está disponível, 24h por dia, para receber dúvidas, solicitações, reclamações e sugestões, da comunidade acadêmica através dos contatos do Centro de Controle Operacional (CCO) e da Diseg:
• CCO: (21) 99871-1621 (Whatsapp 24h)
• Diseg Fundão (21) 97380-2554
• Diseg Praia Vermelha (21) 99207- 4042.













Diante do cenário de fortes chuvas nas últimas semanas, aliadas às altas temperaturas, a Prefeitura Universitária reforça a importância da adoção de medidas preventivas contra a proliferação do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya.
O período chuvoso aumenta significativamente o risco de formação de criadouros, já que pequenos volumes de água parada são suficientes para a reprodução do mosquito. Assim, é fundamental que toda a comunidade universitária realize uma vistoria cuidadosa em seus espaços de estudo e trabalho internos e externos.
Para vencer a luta contra dengue e demais doenças transmitidas pelo Aedes aegypti é necessário também que a comunidade acadêmica faça a sua parte, ajudando a cuidar dos seus locais de estudo ou trabalho e denunciando possíveis focos do mosquito à Prefeitura Universitária, de forma que juntos possamos eliminar possíveis criadouros do vetor e zelar pela saúde e bem-estar de toda UFRJ.
Dentre os principais problemas observados na Cidade Universitária, está a presença de resíduos nas áreas internas e externas – uma situação recorrente que contribui circunstancialmente para a formação de focos do mosquito devido ao acúmulo de água nesses locais em decorrência das chuvas. Outro ponto relevante diz respeito à necessidade de intensificação dos serviços de manutenção das áreas verdes e limpeza urbana para evitar a multiplicação de focos. A limpeza diária de recipientes utilizados para a e alimentação de animais, o descarte adequado dos resíduos e a verificação de todas as situações que contribuam para o acúmulo de água como calhas, bases de vasos de plantas, sistemas de drenagem de aparelhos de ar condicionado e geladeira, são exemplos de grande importância para a mitigação dos problemas relacionados.

A PU/UFRJ conta com o apoio da Vigilância Sanitária da Prefeitura do Rio de Janeiro, pela CAP 3.1 (Coordenadoria Geral de Atenção Primária/Vigilância Sanitária/Prefeitura do Rio de Janeiro), para responder às ameaças à saúde pública derivadas da proliferação do vetor de doenças como a dengue, zika e chikungunya. As ações conjuntas visam realizar a verificação periódica da existência de focos de mosquitos, buscando eliminá-los e mitigar os riscos para sua proliferação, através do uso de maquinários, inseticidas e/ou larvicidas. Outra ação da equipe é o monitoramento através da instalação de ovitrampas: armadilhas que consistem em atrair as fêmeas para a colocação de ovos. Nesse processo de trabalho mecânico operacional, cerca de 30 a 40% de fêmeas do mosquito são capturadas do ambiente, evitando assim o aumento do índice de infestação.
A prevenção é uma responsabilidade coletiva e contínua. Pequenas ações rotineiras fazem grande diferença na eliminação de focos do mosquito e na proteção da saúde de toda a comunidade acadêmica. Desta forma, o prefeito da UFRJ, Marcos Maldonado, solicita a colaboração de todas as Unidades para garantir um ambiente seguro e saudável neste início de semestre e a Prefeitura Universitária permanece à disposição para apoiar as medidas necessárias.

A Prefeitura Universitária está aberta às contribuições da comunidade acadêmica sobre as questões urbano-ambientais que afetam os campi da UFRJ. Entre em contato 24h através do Whatsapp (21) 99871-1621 ou abra um chamado em nosso site para enviar pedidos, reclamações, dúvidas e sugestões quanto aos serviços ambientais (e os demais prestados pela Prefeitura), inclusive para denúncia de focos de Aedes aegypti e também para informações e/ou solicitações de descarte de resíduos e de recicláveis.
Clique aqui e saiba mais sobre a dengue.


















Veja reportagem da UFRJ aqui.
A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) inaugurou nesta segunda-feira (9/3) quatro bancos vermelhos nos campi da Cidade Universitária, na Ilha do Fundão, e da Praia Vermelha. As instalações simbolizam o enfrentamento ao feminicídio e à violência contra as mulheres e passam a integrar uma mobilização nacional promovida pelo Instituto Banco Vermelho (IBV) em parceria com a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes).
Os bancos, posicionados em áreas de grande circulação, trazem mensagens como “Você não está sozinha. Sentar e refletir. Levantar e agir”. A iniciativa busca chamar a atenção da sociedade para a gravidade da violência de gênero e manter viva a memória das vítimas. Segundo dados do Instituto Banco Vermelho, o Brasil é o quinto país do mundo que mais mata mulheres: em média, ocorre um feminicídio a cada seis horas. A mobilização está relacionada à Lei Federal nº 14.942, de 2024, que instituiu o Banco Vermelho como política pública de prevenção à violência contra a mulher.
O reitor da UFRJ, Roberto Medronho, participou das quatro cerimônias de inauguração realizadas ao longo do dia e destacou o significado do gesto simbólico para a universidade e para a sociedade. “É um prazer e uma honra estar neste momento lutando contra o machismo estrutural, contra a misoginia e em favor da vida das mulheres”, afirmou. “A miscigenação deste país foi construída através do estupro de mulheres escravizadas. Temos que erradicar a cultura do estupro da nossa sociedade”, disse Medronho.
A vice-reitora Cássia Turci ressaltou que a adesão da UFRJ à campanha reafirma o compromisso institucional com a defesa da vida e o enfrentamento de todas as formas de violência contra a mulher. “Ao instalar esse símbolo em nossos campi, provocamos uma reflexão cotidiana e necessária sobre o enfrentamento do feminicídio e a construção de uma cultura de paz. Como centro de formação e debate, a universidade tem o dever de ser um farol na conscientização e no acolhimento, transformando a memória e a indignação em ações concretas de prevenção, educação e justiça.”
Cortejo e mobilização cultural
As cerimônias foram acompanhadas por um cortejo formado majoritariamente por mulheres vestidas de vermelho. A ação performática reuniu música, dança e poesia e foi idealizada por professoras da Escola de Educação Física e Dança (EEFD), com participação da ouvidora da Mulher da UFRJ, Angela Brêtas, e da ouvidora-geral, Katya Gualter.
Durante as atividades, também foi distribuída a cartilha “Feminicídio: uma violência evitável”, com informações de conscientização e orientação sobre prevenção e denúncia.
Para Angela Brêtas, a iniciativa tem caráter pedagógico e busca ampliar o debate sobre a violência de gênero.“A intenção é chamar a atenção, de forma mais ampla e impactante, sobre o feminicídio e todas as demais formas de violência contra a mulher. A cor vermelha do banco faz menção ao sangue das mulheres derramado cotidianamente e também funciona como um alerta pela vida. Não podemos naturalizar pequenos gestos violentos e de desrespeito. Os homens precisam ser aliados nesta luta.”
Onde estão os bancos
Na Cidade Universitária, os bancos vermelhos foram instalados em três pontos do campus:
Expansão da iniciativa
A mobilização continua nesta terça-feira (10/3), com a instalação de mais dois bancos vermelhos em Macaé: no Centro Multidisciplinar e no Instituto de Biodiversidade e Sustentabilidade (Nupem).
A universidade também prevê novas instalações ao longo de março no campus Duque de Caxias e no polo Casa da Pedra, no Cariri, Ceará.
Canais de acolhimento e denúncia
Na UFRJ, mulheres da comunidade universitária que enfrentam situações de violência ou assédio podem procurar a Ouvidoria da Mulher, que oferece atendimento e orientação por diferentes canais:
A população em geral também pode recorrer à Central de Atendimento à Mulher, pelo telefone 180, serviço do Governo Federal que registra e encaminha denúncias de violência contra a mulher.